A ala Micaela passou a noite em claro. "Não consegui dormir. Normalmente quando perco passo a noite em claro. Ficava querendo que voltasse aquele último quarto, porque o jogo era nosso", confessa a jogadora, lembrando da derrota brasileira para a Austrália na semifinal do Campeonato Mundial feminino de basquete. "Quando penso que a Rússia está na final fico com raiva porque nós também poderíamos estar lá". A seleção russa surpreendeu os Estados Unidos na outra semi e fará a decisão contra as australianas.
"Não é menosprezando a Rússia, mas sinceramente esperava os Estados Unidos na final. Pelo retrospecto das russas no torneio (três derrotas) todo mundo achava isso. Mas o fato é que elas entraram com outra pegada, elas jogaram o jogo e foram para cima", elogia. "Fica a lição que qualquer um pode vencer. Os Estados Unidos não são mais aquele dream team. Tina Thompson e Sheryl Swoopes estão deixando as mais novas jogarem e elas podem ser boas, mas não têm tanta experiência".
A veterana pivô Alessandra também viu no exemplo russo uma lição a ser aprendida. "Foi uma aula de superação. A frieza foi a grande lição para o mundo", elogiou a jogadora. "Não podemos cometer vários erros que cometemos (contra a Austrália). Na hora que abriram (as russas) 20 pontos, elas passaram a controlar o jogo, gastando tempo na posse de bola. Nós, não. Abrimos sete e na ânsia entramos na correria de querer pontuar e pecamos nisso. Tomamos três bolas de três no contra-ataque, isso mata".