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Brasil

Brasileiras não se destacam nas estatísticas apesar da boa campanha

Arquivo Geral

07/11/2006 0h00

No rumo contrário à ótima campanha da seleção brasileira no Campeonato Mundial de vôlei, as jogadoras da equipe não aparecem com destaque nas estatísticas gerais da competição após o término da primeira fase. Apenas em três fundamentos as brasileiras estão entre as 15 primeiras, enquanto em “pontos por partida”, a melhor é apenas a 48ª.

A falta de uma grande pontuadora vem, em parte, pelo fato de o técnico José Roberto Guimarães mexer constantemente no grupo e também pelo próprio estilo de jogo da seleção, com bastante variação entre as atacantes. Assim, a líder do país é a oposto Sheilla, com 52 pontos marcados em quatro partidas (não atuou contra Camarões), média de 13 por jogo.

Outras duas atletas vêm logo em seguida: a ponta Jaqueline é a 51ª (50 pontos), enquanto a meio-de-rede Walewska é a 53ª (49). Todas aparecem muito atrás em relação às primeiras. A melhor é Yelena Pavlova, do Cazaquistão, com 101. Sua desvantagem, porém, é que seu país já está fora. Atrás, empatadas, vêm a russa Ekaterina Gamova e a alemã Angelina Grün, ambas com 98.

Em termos de aproveitamento no ataque, o Brasil sobe no ranking e aparece em 19º com Jaqueline. Ela conseguiu, até o momento, 44,34% de bolas no chão. A líder é a cubana Nancy Carrilo, com 58,7%, seguida pela russa Liubov Shashkova, com 57,78%, e de outra cubana, Rosir Calderon, com 57,26%.

Mas se no ataque elas não se destacam, no bloqueio, no saque e na recepção pelo menos uma está entre as melhores. No bloqueio, Walewska é a segunda, com média de 1,06 por set disputado. Só a gigante Gamova está à sua frente, com 1,11. Vale lembrar que a também meio-de-rede Fabiana vinha em boa forma até se machucar e não jogar os três últimos jogos da primeira fase.

Na recepção, Jaqueline também é a segunda, com eficiência de 75,61%, “pior” apenas que a porto-riquenha Santiago Yarleen, com 78,41. Já no saque, Sheilla é a oitava, com sete aces, média de 0,41 por set. Neste fundamento, a holandesa Flier Manon aparece como a melhor, com 12 pontos vencedores, média 0,57 por set.

Ao contrário do que vem acontecendo no Mundial, no último Grand Prix, vencido pelo Brasil, as jogadoras da seleção se destacaram. Sheilla foi eleita a melhor jogadora, enquanto Fabiana foi a melhor atacante. Mesmo com o desempenho inferior, o Brasil segue em alta, com cinco vitórias e apenas dois sets perdidos, melhor aproveitamento da fase inicial empatado com a Sérvia e Montenegro.

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