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Brasil

Brasileiras lamentam vacilo no começo, mas destacam reação

Arquivo Geral

25/10/2006 0h00

Após a vitória por 4 sets a 1 sobre o Japão – 16/25, 25/13, 25/10, 25/17 e 15/10 – em amistoso preparatório para o Campeonato Mundial, as jogadoras da seleção brasileira de vôlei feminino reconheceu que cometeu muitas falhas no começo da partida que não podem ser repetidas durante a competição. Por outro lado, as atletas destacaram o poder de reação apresentado.

“Cometemos uns ‘vacilos’ no primeiro set, inclusive em coisas que o Zé tinha acabado de falar. Deu para ver que estávamos um pouco desconcentradas. Mas os outros sets foram bons. Tenho certeza que o jogo foi proveitoso para todas, já que todo mundo que entrou manteve o nível, marcando mais e melhor as jogadas; e com o saque mais eficiente”, comentou a meio-de-rede Fabiana, melhor atacante do último Grand Prix. “As 12 têm condições de jogar, mas não podemos tropeçar, pois as outras equipes estão mordidas”, ressalta.

Melhor jogadora do Grand Prix, a oposto Sheilla concorda. “Deu para treinar o time inteiro e para ver que, se vacilarmos, os outros times vêm para cima e ganham. É preciso manter o foco, mesmo diante de equipes tecnicamente inferiores. É lógico que tem o fuso, um pouco de cansaço por causa da viagem, mas se estivéssemos um pouco mais concentradas no primeiro set, acho que a partida seria mais equilibrada”, afirmou.

A levantadora Carol Albuquerque ressaltou que o grupo ainda está se adaptando ao fuso horário. “Jogamos às 2 horas, mesmo horário das primeiras partidas no Mundial, e o time começou um pouco cansado, devagar. Contra o Japão não se pode começar assim. Precisamos começar sempre a mil. Mas depois o grupo foi se adaptando, marcando as jogadas delas e acabou sendo um bom resultado”, analisou.

Paula Pequeno, por sua vez, elogia o trabalho feito pela comissão-técnica para que as atletas se adaptassem ao fuso. “Isso complica um pouquinho, mas a quebrada que houve na Alemanha (o time ficou cinco dias naquele país e disputou duas partidas amistosas: perdeu a primeira e venceu a segunda) ajudou muito ao grupo. O Zé tem administrado muito bem o nosso descanso”, afirmou.

Nesse momento da preparação, todos lutam – jogadoras e comissão técnica – para se adaptarem o mais rápido possível ao horário local e dos jogos, que serão disputados durante a primeira fase do Mundial às 2h ou 3h da madrugada (de Brasília).

“O jogo começou devagar, em um horário em que temos mais sono. Realmente o fuso atrapalha, pois estamos acostumadas a dormir bem nesse período do dia. Mas a tendência é melhorar cada vez mais até o final da semana já estaremos mais acostumadas”, encerra a ponta Mari.

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