”Ganhar de meio ponto já estava bom”, admitiu o técnico Antonio Carlos Barbosa. “De 24 é bom demais”, completou o treinador, que justificou a diferença pela boa atuação da equipe nacional. “Nos preparamos para marcar mais agressivo, tiramos a bola do lugar que elas queriam receber e conseguimos uma boa variação de jogadas dentro e fora (do garrafão)”.
Responsáveis por limitar o aproveitamento das oponente em apenas 34,8% nos arremessos dentro do perímetro, as jogadoras também se confessaram surpresas com o placar final. “Não esperava esta diferença”, confessou a pivô Alessandra, que terminou o confronto com 11 pontos e seis rebotes. “Eu pensava que seria um jogo decidido no fim como foi Rússia contra Espanha”, compara.
Campeãs européias de 2005, as tchecas desembarcaram no Brasil como uma das prováveis candidatas à disputa de uma medalha, mas tiveram problemas desde a estréia. No primeiro jogo foram surpreendidas pela França, quinta colocada no Europeu. Depois disso se recuperaram e só voltaram a cair frente às norte-americanas, favoritas a mais um título mundial.
Tendo que se conformar com as disputas de quinto a oitavo lugares, as tchecas até não acreditam ter ficado no mais absoluto prejuízo. “Ficamos satisfeitos até hoje. Gostamos da maneira que o time jogou até as quartas, mas não poderíamos escolher o adversário”, resumiu o assistente-técnico Hubor Blazer, que fez os comentários sobre o jogo em lugar do técnico Jan Bobrovsky.