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Brasil

Brasileiras destacam experiência do grupo

Arquivo Geral

14/11/2006 0h00

Apesar da renovação após as Olimpíadas de Atenas, quando o Brasil ficou com a quarta colocação, não é correto considerar inexperiente a equipe que disputa o Mundial de vôlei feminino, no Japão. Pelo contrário: 10 das 12 atletas que defendem o Brasil neste Mundial já passaram pelas seleções brasileiras, seja nas categorias de base ou no adulto.

Apenas a oposto Renatinha e a ponteira Mari não participaram de qualquer seleção de base, mas já integraram o grupo do adulto em vários momentos decisivos. Além disso, defenderam seus clubes em três finais consecutivas da Superliga.

Essas experiências somam. Quanto mais cedo uma atleta participa de uma final, seja nas seleções de base, seja nos clubes, melhor. Quem garante é o técnico José Roberto Guimarães. “Acho extremamente importante que essas jogadoras tenham participado de várias finais e das categorias de base. Isso acrescenta muito ao grupo e dá mais experiência às jogadoras; da pressão que é disputar várias decisões desde cedo, desde jovens e continuar esse ciclo, que é o mais importante. Então, acontece que elas acabam não sentindo tanto, vira uma coisa que passa a ser normal na vida delas”, afirma o treinador.

Quatro das jogadoras da atual seleção adulta foram campeãs Mundiais juvenis em 2001: Sassá, Sheilla, Jaqueline e Paula. E a ponteira Sassá considera fundamental ter participado das seleções de base. “Tinha acabado de sair do interior de Minas Gerais e fui para a seleção juvenil. Era tudo novo e aprendi bastante com aquele grupo. Ao logo desses anos, continuei o aprendizado e tive um amadurecimento muito grande. Tudo começou ali. Isso é importante agora, na hora da decisão”, explica.

Outra que recorda como essencial o tempo das categorias de base é Jaqueline. “Sem dúvida, foi muito bom. Tive todo um aprendizado naquela época, durante a seleção juvenil e a infanto. Tive a oportunidade de disputar dois Mundiais de base. Isso foi com certeza um grande aprendizado para eu conseguir estar aqui hoje. Tudo que aprendi no passado utilizo aqui na seleção adulta e nos clubes. Aproveito para aprender ainda mais com todos aqui, com as jogadoras do adulto que via jogar naquela época. Aproveito esse momento para isso, para aprender com a comissão técnica e com essas jogadoras”, comenta.

A oposto Sheilla lembra que, além das finais em clubes e da experiência adquirida nas categorias de base, há outro ponto fundamental. “Acho que o mais importante é a vivência que você adquire durante a carreira e não somente na seleção juvenil ou nos clubes. As finais são primordiais para nos acostumarmos com isso tudo. Perdeu tá fora, né?”, afirma.

Paula concorda. “Só amadurecemos com o tempo, passando por momentos de dificuldades, aprendendo como sair de situações difíceis. Independentemente no nível, da categoria ou da competição, elas sempre contam. É o melhor momento. Desde do início, sabemos que em uma decisão seremos testadas mentalmente, emocionalmente e fisicamente”, encerra.

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