Menu
Brasil

Brasil vence Sérvia e vai à final em busca de título inédito

Arquivo Geral

15/11/2006 0h00

Depois de um início arrasador e um susto no terceiro set, o Brasil conquistou importante vitória na madrugada desta quarta-feira e garantiu vaga na decisão do Campeonato Mundial após 12 anos. Com grande atuação de Sheilla, a seleção derrotou a Sérvia e Montenegro por 3 x 1, com parciais de 25/17, 25/14, 21/25 e 25/20, em 1h32.

O Brasil segue invicto na competição, agora com dez vitórias, e já repete ao menos a campanha de 1994, quando conquistou o vice ao perder para Cuba na decisão em São Paulo. Mais do que isso, a equipe de José Roberto Guimarães entra como favorita para faturar este que seria o mais importante título da modalidade na história.

Até este Mundial, o Brasil só havia chegado duas vezes às semifinais, em 1994 e 1998, com uma vitória e uma derrota. Ainda assim, não sentiu o “trauma” da decisão e passou bem pelas adversárias. Agora, disputa sua segunda final para coroar geração que tem conquistado todas as principais competições há dois anos.

Nesta quinta-feira, às 3h30 (de Brasília), o Brasil volta a Osaka para enfrentar Itália ou Rússia, que jogam ainda nesta quarta. A Itália vem em fase ascendente, com oito vitórias seguidas após cair no primeiro jogo diante da Sérvia. Já a Rússia vinha invicta até o final da segunda fase, quando perdeu para as brasileiras por 3 x 1.

Zé Roberto iniciou a disputa admitindo preocupação com o estilo de jogo das sérvias, que se tornaram a grande zebra do Mundial. Na primeira fase, a seleção derrotou Itália e Cuba e se manteve invicta até o final da segunda, quando caiu de produção diante do Japão (derrota por 3 x 2) e de Taiwan (vitória por 3 x 2).

Mas na hora do duelo as jogadoras corresponderam com ótimo desempenho, principalmente nos sets iniciais, quando o Brasil deu impressão de que chegaria à uma das vitórias mais tranqüilas em todo o torneio. A habilidade das européias começou a aparecer na metade do terceiro set, mas no final, valeu a maior técnica da equipe nacional.

Melhor jogadora do último Grand Prix, em que o Brasil conquistou o hexa, Sheilla voltou a brilhar e comandou o ataque brasileiro, se tornando a “bola de segurança” de Fofão. Ela também foi importante no bloqueio, fundamento em que o time se destacou mais uma vez com Walewska e Fabiana.

A partida começou tranqüila para as brasileiras e logo de cara chegaram a 4 x 0. Com tranqüilidade, dominou os primeiros momentos com variedade e boa distribuição de jogadas e chegou ao tempo técnico com 8 x 2. Mais para frente, ainda viu o marcador em 18 x 10 antes de cometer pequenos deslizes. Passado o problema, controlou as ações e fechou em 25 x 17, com sete pontos de Sheilla.

A segunda parcial foi ainda mais arrasadora que a primeira. Na primeira passagem, 8 x 3, após boa seqüência de saque de Sassá. Três pontos das sérvias (11 x 10) fizeram com que Zé Roberto pedisse o primeiro tempo e colocasse o time de novo no lugar. A parada deu resultado e a diferença voltou a subir.

Fofão entrou no saque e comandou boa seqüência, que terminou apenas no 17 x 10. Perdidas em quadra, as sérvias cometeram erros bobos e praticamente não viraram mais bolas. O Brasil se aproveitou, chegou a ter 22 x 12 e fechou em 25 x 14 em ataque de Walewska.

Caminhando tranqüilo no jogo, o Brasil esboçou vitória por 3 x 0 ao abrir a terceira parcial com 8 a 4. Após tempo, ainda teve frente de 13 x 11, mas parou de vez e baixou a guarda. Ao mesmo tempo, Spasojevic e Djerisilo, principais jogadoras da Sérvia, começaram a encaixar bons ataques e deixaram seu time na frente.

Com 19 x 17 atrás, Zé Roberto ainda tentou a inversão de 5-1, com entradas de Renatinha e Carol Albuquerque nos lugares de Sheilla e Fofão, mas a troca não deu resultado. As européias só abriram mais e diminuíram a contagem no jogo até com tranqüilidade, em 25 x 21.

O quarto set também começou preocupante, sempre com vantagem das rivais. Elas abriram 9 a 4 e ganhavam também em moral. Mesmo cabisbaixa, a seleção brasileira se reencontrou aos poucos e encostou de vez no 12 x 12. A virada definitiva veio dois pontos mais tarde, em bloqueio inesperado da baixinha Fofão.

O time então deslanchou e até Mari, após entrada no lugar de Sassá, marcou seu ponto para fazer 21 x 16. A Sérvia ainda fez dois aces seguidos em cima de Mari, o que fez com que o treinador a tirasse, mas já era tarde para reações. Sheilla voltou a virar bolas e deu números finais à partida, em outra grande atuação.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado