O documento foi assinado no Rio de Janeiro pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e seu colega argentino, Juan Luis Manzur.
A intenção das partes é que o Ministério da Saúde transfira ao da Argentina a tecnologia utilizada para a fabricação da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
“Com a transferência, a Argentina passará a ser a terceira produtora mundial dessa vacina estratégica, atrás do Brasil e da França. A saúde no Mercosul é uma agenda prioritária”, disse Temporão a jornalistas.
A vacina brasileira contra a febre amarela é exportada atualmente para 50 países.
Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em 2008, o Brasil registrou 46 casos de febre amarela e 27 mortes, enquanto a Argentina, que atualmente importa a vacina brasileira, teve nove casos e três falecimentos.
Após a assinatura da carta de intenções, os dois países definirão nos próximos três meses os detalhes do contrato de transferência de tecnologia e a produção da vacina na Argentina.
Manzur destacou que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, liberou “todos os recursos necessários para a implementação do projeto”.
Sobre o combate conjunto ao dengue nas regiões fronteiriças, o ministro argentino disse que os dois países têm que unir esforços.
“A saúde não tem fronteiras. O vetor das doenças, que é o mosquito, por exemplo, não passa pela imigração”, declarou Manzur.
Em outros acordos assinados no Rio de Janeiro, o Brasil se comprometeu a dar apoio técnico à Argentina para a instalação de bancos de leite materno e a participar da produção acadêmica da área de saúde pública dada nas universidades do país vizinho.
A Argentina, por sua parte, receberá em suas universidades profissionais brasileiros que farão mestrados em biologia molecular e celular, biotecnologia, epidemiologia e estatística, áreas nas quais os argentinos têm grande reconhecimento em nível mundial.