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Brasil

Brasil tenta chegar ao espaço com outro foguete nacional

Arquivo Geral

06/07/2007 0h00

O Brasil continua empenhado em desenvolver uma indústria aeroespacial própria; ingressar no clube de dez países com acesso ao espaço; e aproveitar suas vantagens geográficas no negócio mundial de lançamento de satélites, troche afirmou nesta quinta-feira a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Quarta-feira, hospital a Agência lançará o pequeno foguete VSB-30 da base do Maranhão em outra tentativa para consolidar seu modesto Programa Espacial. “O objetivo principal do Programa é ter acesso ao espaço. Menos de dez países têm essa tecnologia e nós queremos entrar a nesse grupo”, for sale comentou o presidente da AEB, Sergio Gaudenzi.

“Por isso, vamos completar o Centro Espacial de Alcântara (CEA), construir o Veículo Lançador de Satélites (VLS-AB) e a Plataforma Multiuso. Com isso ganhamos autonomia no setor”, acrescentou.

A plataforma, uma das principais apostas e necessidades do Programa, terá capacidade para operar várias cargas úteis, destacou. Outra plataforma brasileira de lançamento de foguetes explodiu em agosto de 2003, numa tragédia que matou 20 técnicos em Alcântara.

Gaudenzi nega que houve uma paralisação ou estagnação do programa brasileiro de desenvolvimento de foguetes. O VSB-30, “nosso mais moderno veículo deste tipo”, foi lançado pela primeira vez em 2004 de Alcântara. Em 2005 e 2006 foram feitos outros dois lançamentos de Kiruna, na Suécia, afirmou.

“O programa caminha no ritmo de nossas possibilidades orçamentárias. Estamos no pequeno grupo de países que desenvolvem programas espaciais, mas entre todos, nosso orçamento é o mais modesto”, reconheceu.

O orçamento do Programa subiu para R$ 258 milhões (cerca de US$ 130 milhões) em 2006 e permitiu custear o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) e o VLS. A intenção é dispor de US$ 200 milhões por ano, explicou.

O Governo desenvolve programas de cooperação com Índia, Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e China. No Brasil as vantagens foram bastante claras no caso do satélite CBERS, cujos custos são divididos com a China e as imagens geradas servem aos interesses dos dois países, contou Gaudenzi.

O Programa CBERS, a cargo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, já pôs em órbita dois satélites de grande porte, o último foi em 2003. O terceiro sairá este ano. Da cooperação com a Rússia resultou o vôo de um primeiro astronauta brasileiro ao espaço e o apoio para o desenvolvimento de um sistema de propulsão líquida para os foguetes.

“No caso da Ucrânia vamos competir no mercado internacional de lançamento de satélites, combinando um foguete muito confiável, o Ciclone-4 (ucraniano), com as vantagens de Alcântara”, assinalou.

A base brasileira é “o centro mais bem localizado para o envio de foguetes ao espaço”, afirmou. A base está localizada muito próxima do equador terrestre, o que permite uma economia de combustível na propulsão dos foguetes.

Estima-se que o mercado mundial de lançamento de satélites movimentará mais de US$ 10 bilhões até 2013. “Em Alcântara, devido a inumeráveis fatores, a economia na quantidade de combustíveis chega 30%. Isso significa lançamentos mais baratos e nos coloca numa situação bastante privilegiada frente ao mercado” de satélites, disse Gaudenzi.

Por enquanto, a experiência se limita ao VSB-30 (Veículo de Pesquisa Brasileiro), de 12,6 metros de comprimento e capaz de transportar até 400 quilos de cargas úteis para experimentos científicos e tecnológicos em microgravidade a 270 quilômetros de altura.

O foguete já é usado pela Agência Espacial Européia e, desta vez, entre outras coisas, ajudará o Brasil a desenvolver uma equipe de navegação espacial que foi difícil de adquirir no exterior, explicou.

Mas a verdadeira jóia da coroa do modesto programa brasileiro era o foguete VLS, de lançamento de satélites, como o que explodiu em terra em agosto de 2003 e danificou de “forma irrecuperável” a torre de lançamentos de Alcântara. Os planos oficiais incluem tentar um novo lançamento do VLS em 2011.

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