Os irmãos Gustavo, de 31 anos, e Murilo, de 25, nasceram em Passo Fundo, a 289 quilômetros de Porto Alegre – uma cidade com significativa presença alemã. Eles contam que a avó Olga ainda falava a língua dos antepassados. “Minha família veio para o Brasil há mais de 100 anos. Meu tio Cristiano, irmão da minha mãe, procurou a origem da família e descobriu que estamos no Brasil há seis ou sete gerações”, conta o atleta.
“Eu admiro a Alemanha por terem conseguido se reerguer depois da guerra, mas não tenho relação afetiva com o país. E no dia do jogo vou estar com raiva deles porque precisamos ganhar”, afirma Gustavo.
A relação de Heller com a Alemanha é um pouco mais próxima que a dos irmãos Endres. Foram os avós do jogador que imigraram para Novo Hamburgo, cidade na região metropolitana de Porto Alegre que tem uma das principais colônias alemãs do Brasil, e seus pais ainda sabem falar a língua do país.
“Eu cresci ouvindo alemão. Estudei quatro anos num colégio que ensinava alemão, mas como não pratiquei esqueci tudo. Mas num Campeonato Mundial temos de entrar para matar, independentemente da nacionalidade do adversário”, afirma.
Para Gustavo, será mais um jogo no qual o Brasil precisará ter paciência. “Eles são um time como a Rússia, alto e bom de bloqueio e saque. Temos de trabalhar muito a bola para não entrar na marcação do bloqueio deles”, explica.
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