As duas derrotas da China neste Mundial (diante da Rússia e da Alemanha) não são levadas em consideração pelo grupo brasileiro. Pelo contrário: para a oposto Mari, a atenção precisa ser redobrada.
“O que aconteceu com a China na fase passada não vale nada para a gente. A nossa preocupação é com o nosso jogo contra elas. Precisamos ter uma boa atuação. Já jogamos bastante contra elas, conhecemos nossas adversárias e sabemos que é um time difícil de enfrentar: tem muitas variações de jogadas, bolas rápidas, jogam o tempo inteiro com o passe na mão e é sempre um jogo que merece total atenção”, comenta a atleta.
Destaques da vitória sobre o Azerbaijão, Jaqueline e Sheilla concordam. “Não podemos perder a concentração em momento algum jogando contra elas. Além disso, estamos estudando cada jogadora tecnicamente, taticamente, para que dê tudo certo no nosso jogo”, afirma a atleta do Rexona.
Sheilla concorda. “Ainda não vimos a China nesse Mundial, mas as duas derrotas que sofreram não dizem nada não. Isso foi na primeira fase. Agora elas vão vir com tudo, já que precisam correr atrás e não podem perder mais nada. Por isso, precisamos manter a concentração, errar pouco e o nosso saque tem de ser bastante eficiente para criarmos dificuldades para a Feng (levantadora chinesa)”, explica.
Para José Roberto Guimarães, a luta do Brasil será neutralizar a rapidez e a experiência das adversárias. “A China tem um padrão de jogo baseado na velocidade pura, com jogadoras experientes, campeãs olímpicas, e a gente vai precisar fazer uma ótima partida, principalmente a partir de um bom saque para tirarmos as principais opções da Feng, que é uma ótima levantadora, e ter um eficiente posicionamento defensivo também. A gente precisa se preparar para marcar, principalmente, as atletas que fazem jogadas pela saída da rede, que são muito velozes”, analisa.
Na entrevista coletiva dessa terça-feira, o técnico Zhonghe Chen, da China, mostrou-se otimista. “Nossa apresentação não foi tão boa na primeira fase, mas melhoramos nossas condições para essa segunda etapa e vamos fazer o nosso melhor”, garantiu.
O retrospecto é desfavorável para as brasileiras. Em toda a história, as seleções já estiveram frente a frente 62 vezes. As asiáticas levaram a melhor em 34 partidas, enquanto as brasileiras já venceram 28 vezes. O Brasil já ganhou 113 sets e perdeu 129.
Este ano, porém, os êxitos mudaram de lado. Em 2006, Brasil e China jogaram duas vezes. No primeiro confronto, na Montreux Volley Masters, em junho, na Suíça, as brasileiras venceram no tie-break. Em agosto, a vitória foi verde-amarela, mas desta vez por 3 sets a 0.
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