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Brasil quer mostrar serviço contra a campeã olímpica China

Arquivo Geral

08/11/2006 0h00

Se até agora tudo pareceu relativamente fácil, o Brasil terá a chance de mostrar sua real força nesta quinta-feira, a partir da 5h (de Brasília). Em partida válida pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Mundial feminino de Vôlei, as meninas comandadas por José Roberto Guimarães vão encarar ninguém menos que a China, atual campeã olímpica. Além da moral, uma boa vitória será um grande passo rumo às semifinais da competição.

As duas derrotas da China neste Mundial (diante da Rússia e da Alemanha) não são levadas em consideração pelo grupo brasileiro. Pelo contrário: para a oposto Mari, a atenção precisa ser redobrada.

“O que aconteceu com a China na fase passada não vale nada para a gente. A nossa preocupação é com o nosso jogo contra elas. Precisamos ter uma boa atuação. Já jogamos bastante contra elas, conhecemos nossas adversárias e sabemos que é um time difícil de enfrentar: tem muitas variações de jogadas, bolas rápidas, jogam o tempo inteiro com o passe na mão e é sempre um jogo que merece total atenção”, comenta a atleta.

Destaques da vitória sobre o Azerbaijão, Jaqueline e Sheilla concordam. “Não podemos perder a concentração em momento algum jogando contra elas. Além disso, estamos estudando cada jogadora tecnicamente, taticamente, para que dê tudo certo no nosso jogo”, afirma a atleta do Rexona.

Sheilla concorda. “Ainda não vimos a China nesse Mundial, mas as duas derrotas que sofreram não dizem nada não. Isso foi na primeira fase. Agora elas vão vir com tudo, já que precisam correr atrás e não podem perder mais nada. Por isso, precisamos manter a concentração, errar pouco e o nosso saque tem de ser bastante eficiente para criarmos dificuldades para a Feng (levantadora chinesa)”, explica.

Para José Roberto Guimarães, a luta do Brasil será neutralizar a rapidez e a experiência das adversárias. “A China tem um padrão de jogo baseado na velocidade pura, com jogadoras experientes, campeãs olímpicas, e a gente vai precisar fazer uma ótima partida, principalmente a partir de um bom saque para tirarmos as principais opções da Feng, que é uma ótima levantadora, e ter um eficiente posicionamento defensivo também. A gente precisa se preparar para marcar, principalmente, as atletas que fazem jogadas pela saída da rede, que são muito velozes”, analisa.

Na entrevista coletiva dessa terça-feira, o técnico Zhonghe Chen, da China, mostrou-se otimista. “Nossa apresentação não foi tão boa na primeira fase, mas melhoramos nossas condições para essa segunda etapa e vamos fazer o nosso melhor”, garantiu.

O retrospecto é desfavorável para as brasileiras. Em toda a história, as seleções já estiveram frente a frente 62 vezes. As asiáticas levaram a melhor em 34 partidas, enquanto as brasileiras já venceram 28 vezes. O Brasil já ganhou 113 sets e perdeu 129.

Este ano, porém, os êxitos mudaram de lado. Em 2006, Brasil e China jogaram duas vezes. No primeiro confronto, na Montreux Volley Masters, em junho, na Suíça, as brasileiras venceram no tie-break. Em agosto, a vitória foi verde-amarela, mas desta vez por 3 sets a 0.

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