O resultado melhora a campanha da edição passada do torneio, quando o Brasil ficou em sétimo, e repete o desempenho do Mundial de 1998, na Alemanha. Nem mesmo a última chance de o Brasil conquistar uma medalha foi capaz de lotar o ginásio. Para as norte-americanas, que chegaram favoritas ao título, foi apenas um prêmio de consolação. Logo após a derrota para a Rússia elas já haviam dito que retornariam com a vitória e não tiveram dó da equipe brasileira.
Com uma atuação massacrante de Diana Taurasi, responsável por pontos no jogo, 18 deles em sete minutos do terceiro quarto, o Brasil não teve chance em quadra. No início do quarto final, a distância que separava os dois times já era de 42 pontos. A disputa pelo título começa às 14 horas entre Rússia e Austrália.
O jogo
Bolas de três e Diana Taurasi estas foram as armas norte-americanas no primeiro quarto do jogo contra a seleção brasileira. A ala/armadora foi responsável por dez pontos da equipe na parcial, permitindo que as visitantes chegassem a 9 a 14 com pouco mais de cinco minutos por jogar.
Apesar disso, Donovan optou por substituí-la. Mesmo em sua ausência, as norte-americanas seguiram firmes na produtividade. Com bolas de três em momentos chaves chegaram a abrir nove pontos (25 a 16) na conversão de Thompson com três minutos por jogar.
A seleção reagia com seus arremessos no perímetro, já que as bolas de longa distância não estavam caindo, e baixaram a diferença para cinco pontos (26 a 21) com um dos poucos arremessos de três bem-sucedidos, este de Êga. Mas os Estados Unidos não se intimidaram e fecharam com 31 a 21.
No segundo quarto, Barbosa colocou Kelly, Micaela e Adrianinha em lugar de Helen, Iziane e Érika. Mas a situação ficava complicada com 7min30 por jogar, Êga já acumulava três faltas e Barbosa colocou Cíntia no aquecimento.
A diferença oscilava entre oito e dez pontos com os Estados Unidos apertando na marcação. Quando as adversárias abriram 12 pontos, Barbosa chamou o grupo para fazer os ajustes e recolocou Iziane, tirando Janeth, que era marcada com intensidade.
Thompson e Catchings eram o principal diferencial. A veterana já indicava 11 dos 45 pontos norte-americanos, enquanto o Brasil tinha 32. Catchings pontuava (9) e não dava brecha para as brasileiras na defesa, marcando colado em Iziane.
Os Estados Unidos subiram a diferença para 15 pontos (47 a 32) a 1min43 do final. Na cobrança de lance livre, Micaela descontou um ponto. Para tentar diminuir o prejuízo, Janeth voltou.
Mas os Estados Unidos estavam decididos a ir para o intervalo na melhor situação possível. Com Thompson já chegando aos 13 pontos, o time fechou o primeiro tempo com 17 pontos de vantagem (49 a 32).
A parada para o segundo tempo foi tudo que os Estados Unidos precisavam para se decidir a castigar as donas da casa. Donovan recolocou Taurasi em quadra e em sete minutos ela somou mais 18 pontos em sua pontuação. No mesmo ritmo, as norte-americanas iam ampliando a vantagem. Subiu para 21, 23 e não teve mais parada. Com 1min24 para o final do terceiro quarto, a liderança era de 77 a 45. A cesta de dois pontos de Thompson definiu o marcador da etapa em 83 a 45.
O abatimento das brasileiras era perceptível em seus rostos. Mesmo com a vantagem elástica, chegou a 43 pontos (50 a 93 e 52 a 95) e passou a 45 (53 a 98), as norte-americanas não perdiam a disposição para o jogo, fechado em 99 a 59.