Se vencer, o Brasil passa para a próxima etapa como líder do grupo A e encara o terceiro do B. As espanholas, que tropeçaram contra a Argentina na abertura da rodada, precisam da vitória. A cestinha do jogo foi a chinesa Beon com 25 pontos. Iziane foi a cestinha brasileira com 21 pontos, Alessandra marcou 20 e Helen 19.
O jogo
A cesta redentora da tarde de terça-feira, que livrou o Brasil de uma derrota histórica para a Argentina, deixou a ala/armadora Helen motivada e ela foi um dos destaques do grupo desde o princípio. Para evitar um novo susto como o da véspera, as brasileiras não quiseram saber de brincadeira contra as coreanas.
Depois de um início meio tateante, permitindo duas cestas seguidas de três das adversárias, o time do técnico Antonio Carlos Barbosa encontrou seu rumo. Assumiu a liderança com 10 a 9 e fechou a primeira parcial com 23 a 15 para espantar as preocupações. Os diferenciais foram Helen, a pivô Alessandra e a ala Iziane, responsáveis por todos os pontos brasileiros no quarto. As duas primeiras com 8 cada e Iziane com um a menos.
Na parcial seguinte, as donas da casa abriram uma diferença de 14 pontos com pouco menos de três minutos jogados, mas acabaram permitindo uma reação das coreanas. Mesmo com pouca inspiração de Janeth, que passou zerada no primeiro período e marcou apenas cinco pontos no segundo quarto, o Brasil manteve a liderança, apesar de ver a diferença baixar para cinco pontos no final da etapa (43 a 38).
Poupada na parcial anterior, Helen voltou para a quadra após o intervalo com o mesmo espírito. Apesar de Iziane ser a cestinha até então (14 pontos), elas davam a estabilidade que a equipe necessitava para administrar a superioridade em quadra.
Além das cestas, elas assumiram para si a responsabilidade de orientar as companheiras. Corrigiam posicionamentos, alertavam para as faltas ingênuas e ditavam a direção para o grupo. Ao mesmo tempo, as coreanas tentavam sem muito sucesso seus famosos arremessos de longa distância. Em um terceiro quarto com uma apresentação que nem de longe lembrou o time frágil da véspera, as brasileiras foram para o último período com vantagem de 80 a 60. A partir daí foi administrar. Até Janeth chegou aos dois dígitos de pontuação, enquanto o técnico Barbosa pôde usar todo o seu banco, com exceção da ainda lesionada Érika.
Com a situação estável, o técnico tirou as três protagonistas da tarde, que puderam assistir à vitória do banco, apenas aplaudindo as companheiras que fecharam em 106 a 86. Apesar de coadjuvantes da festa, as coreanas não estiveram só no ginásio e foram aplaudidas pelos representantes de sua comunidade, que compareceram com faixa e muita animação.