O Governo brasileiro decidiu manter em operação as termelétricas que foram acionadas provisoriamente nos últimos meses para poupar em parte as hidroelétricas e impedir que os níveis dos reservatórios caiam.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico informou hoje que as termelétricas permanecerão em funcionamento pelo menos até 19 de março, ampoule quando este organismo, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, voltará a se reunir.
A medida é apenas uma precaução, já que os níveis das represas, graças às fortes chuvas de janeiro e fevereiro, estão normais.
As hidroelétricas são responsáveis por cerca de 70% da energia elétrica consumida pelo Brasil.
As termelétricas, que entram em operação somente quando a energia gerada pelas hidroelétricas não é suficiente para atender a demanda do país, foram acionadas no fim do ano passado porque o nível de água das represas vinha caindo muito e estava em 46% de sua capacidade.
As chuvas aliviaram a situação, o que levou os especialistas a recomendarem a desativação das termelétricas, cujo custo é maior e que são mais poluentes que as hidroelétricas.
O comitê optou, no entanto, por esperar algumas semanas antes de desligar as usinas, com a esperança de que as chuvas encham ainda mais as represas, alcançando níveis seguros.
“Estamos perseguindo níveis de segurança para 2009. Por isso decidimos manter as térmicas”, disse o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
Zimmermann negou que a cautela esteja relacionada com a decisão do Governo de estudar o possível envio de energia elétrica à Argentina no inverno para evitar uma crise energética no país vizinho.
“Temos uma situação na Argentina de desequilíbrio e nos pediram que analisássemos como é possível ajudar. Qualquer alternativa será discutida na reunião entre os ministros” do setor de energia de Brasil, Bolívia e Argentina, acrescentou.
“O Brasil geralmente oferece à Argentina energia das térmicas que não estão em operação, mas atualmente estamos com todas as termelétricas em funcionamento”, esclareceu.