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Brasil

Brasil luta para enterrar de vez drama de Atenas

Arquivo Geral

09/09/2006 0h00

A final do Grand Prix de vôlei feminino será entre as duas equipes de melhor campanha até agora na competição. De um lado, o Brasil, invicto com 12 vitórias em igual número de jogos. Do outro, a Rússia, com dez triunfos e apenas dois tropeços, um deles para o Brasil no início da fase final, já em Reggio Calabria, na Itália.

Para as brasileiras, a partida, marcada para as 15h (de Brasília) deste domingo, pode encerrar de vez o drama da semifinal das Olimpíadas de Atenas, em 2004. Naquela ocasião, a equipe parou nas russas após desperdiçar cinco match points no quarto set. Agora, as comandadas de José Roberto Guimarães tentam o título em cima das rivais para dar a volta por cima com estilo.

Além disso, a equipe entra para conquistar o hexacampeonato (venceu em 1994, 1996, 1998, 2004 e 2005). Animado após a boa atuação na semifinal deste sábado, quando bateu Cuba por 3 sets a 0, Zé Roberto sabe exatamente o que esperar para a decisão.

“A Rússia é um time perigoso. Não podemos deixar que elas entrem no jogo”, destacou. “Será fundamental que o nosso passe saia bem. Se jogarmos com bolas altas será mais difícil. Temos de sacar bem para que a Fofão tenha a bola mão, senão teremos problemas”, completou o experiente treinador.

Para as atletas brasileiras, é preciso ficar de olho na principal arma das adversárias. “Elas têm um bloqueio alto e boas jogadoras, que nos deram trabalho. Não podemos vacilar em momento algum”, disse a ponteira Jaqueline. A meio-de-rede Walewska concorda. “O segredo será não enfrentar o bloqueio delas. Temos de sacar bem, pois as russas não estão com uma boa formação de passe”, explicou.

Ao contrário do Brasil, a Rússia chegou à final após enorme sufoco. As vice-campeãs olímpicas saíram atrás em 2 a 0 contra a Itália, mas viraram para desespero da torcida local. Destaque deste duelo, Solokova recebeu elogios da oposto Renatinha, que pediu cuidado na partida.

“A Sokolova administra as ações da equipe russa. Ela passa e defende muito bem. A Rússia joga com bolas altas e tem jogadoras habilidosas, que sacam bem. Temos de entrar concentradas e preparadas para um jogo longo, de paciência”, alertou.

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