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Brasil

Brasil joga mal e é massacrado por Porto Rico em Las Vegas: 97 x 75

Arquivo Geral

27/08/2007 0h00

A seleção brasileira masculina de basquete sofreu sua segunda derrota no Torneio Pré-olímpico das Américas e complicou seus planos de classificação para os Jogos de Pequim-2008. Somente os dois finalistas em Las Vegas asseguram vaga na China. Na noite desta segunda-feira, a equipe comandada pelo técnico Aluísio Ferreira foi superada por Porto Rico por 97 x 75 (39 x 28 no primeiro tempo). Esta foi a quarta derrota nacional para os porto-riquenhos em Pré-olímpicos.


 


Cometendo muitos erros e desperdiçando bolas importantes, o time nem de longe lembrava o grupo do primeiro quarto do jogo da véspera contra os Estados Unidos. A derrota para os norte-americanos na primeira fase era esperada, mas o tropeço frente aos porto-riquenhos na estréia das quartas-de-final decididamente não estava nos planos.


 


A derrota pode custar caro ao Brasil, que pretendia não terminar em quarto nesta fase para evitar um novo cruzamento com os Estados Unidos, nas semifinais. Para cumprir o projeto não pode mais perder no torneio, mas continua dependendo apenas de seus resultados.


 


Nesta terça, o Brasil enfrenta o México, às 21h30. Porto Rico, que chegou a ter sua presença nas quartas ameaçada, encara os Estados Unidos, à meia-noite.


 


Assim como no duelo contra os Estados Unidos, Lula optou por começar o jogo com a dupla Nenê e Tiago Splitter no garrafão. Mas se na noite de domingo isto permitiu ao Brasil fazer um bom primeiro quarto, o sucesso não se repetiu contra Porto Rico.


 


Em três minutos os porto-riquenhos colocaram oito pontos em cima dos brasileiros (9 x 1) e assumiram o controle do absoluto da partida. Com 12 pontos no prejuízo, Lula tentou mudar o ritmo com a entrada de Alex no lugar de Marcelinho.


 


O rendimento melhorou um pouco, mas não o suficiente para evitar a derrota por 19 x 13 na parcial. No segundo período, a história não foi muito diferente. A seleção brasileira abusava dos erros (perdeu nove posses no período) e ia oferecendo mais e mais oportunidades para que os adversários tomassem gosto pela partida.


 


Falhando no controle, a seleção tentava compensar nos arremessos de três pontos, mas apenas dois de nove deles caíram na cesta. Para complicar, o aproveitamento nas cestas no perímetro também era baixo, apenas 38%.


 


Lula tentou várias formações. Antes do fim do segundo quarto quase todo mundo já tinha entrado em quadra (as exceções foram Guilherme e Nezinho), mas nada surtiu resultado. Com uma desvantagem que oscilou entre oito e dez pontos, os brasileiros foram para o intervalo perdendo por 39 x 28.


 


Na volta à quadra, Lula recolocou o quinteto titular. Contando com uma certa instabilidade porto-riquenha, os brasileiros conseguiram baixar para sete a diferença. Mas a alegria durou pouco e em minutos, o placar já indicava 15 pontos a mais para Porto Rico.


 


O trio Elias Ayuso, Peter Ramos e Filibero Rivera comandava o ataque porto-riquenho, respondendo já por 37 pontos da equipe (15, 12 e 10, respectivamente). O Brasil tentava compensar com Leandrinho (12 pontos) e Splitter (11 pontos), que ainda somava nove rebotes, mas ainda com muitos altos e baixos continuou no prejuízo para o último quarto (65 x 54).


 


O último período foi ainda mais complicado. Estourando até o tempo de posse de bola, os brasileiros assistiram Porto Rico abrir 25 pontos (83 x 58). Sem a marcação de Kobe Bryant, Leandrinho foi novamente o cestinha do jogo com 34 pontos. Splitter se desdobrou no ataque e defesa (15 pontos e 11 rebotes) e Nenê pegou dez rebotes. Mas nada disso evitou a derrota por 97 x 75.


 


Mas quem levou a melhor foi Ayuso. Destaque nos arremessos de longa distância (5/8), ele marcou 24 pontos e ainda pôde comemorar a vitória de sua equipe. No banco, a imagem dos jogadores brasileiros deixava clara a consciência da apresentação abaixo do potencial do grupo.

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