De forma incontestável, o Brasil derrotou a até então invicta Alemanha por 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/21 e 25/22, em apenas 1h11. Mais que o bom desempenho dos nossos principais jogadores, a vitória deu ao país a primeira colocação do grupo B, graças ao ótimo point average (primeiro critério de desempate) acumulado até o momento.
A primeira posição é importante para o decorrer do campeonato, principalmente porque veio de forma inesperada após a derrota para a França no domingo. Agora, todos os “líderes” desta chave entram na segunda fase com uma derrota, o que deixa o Brasil precisando apenas de suas forças contra os classificados de C.
Do outro grupo, a Bulgária deve vir como a única invicta e com grande vantagem em relação a todos os adversários, já que os resultados de agora são considerados na segunda fase. A Itália, segunda colocada, entra na mesma situação de Brasil, Alemanha e França, mas de todos, o time nacional é o que tem melhor point average.
Encerrada esta fase do Mundial do Japão, a equipe brasileira descansa dois dias e começa sua caminhada na segunda parte (com oito times e apenas duas vagas nas semifinais) no sábado, contra o quarto colocado de C, que deve sair de República Tcheca, Venezuela ou Estados Unidos.
A esperança a partir de agora é a de repetir campanhas dos últimos títulos importantes, quando perdeu em fases iniciais e ainda assim levou os troféus. Foi assim no Mundial de 2002 e nas Olimpíadas de 2004, em que caiu diante dos EUA, e na última Liga Mundial, com derrota para a Bulgária antes de dar a volta por cima.
A grande atuação desta quarta-feira também contrasta com os desempenhos até agora. O Brasil começou o torneio perdendo set para Cuba e só mostrou seu potencial nos 3 x0 sobre a Grécia. Em seguida jogou mal contra a França e conheceu a primeira derrota. Voltou a jogar mal contra a Austrália, mas diante do frágil adversário, venceu por 3 x0.
Assim como na partida desta terça-feira, Bernardinho manteve o central André Heller para o duelo contra a Alemanha e novamente a substituição deu certo. Além disso, os principais atacantes – Giba, André Nascimento e Dante – estiveram em dia inspirado, além do bloqueio, que não havia funcionado da maneira esperada na última partida.
Já a Alemanha não foi nem sombra da seleção que chegou a quatro boas vitórias nas primeiras partidas, inclusive surpreendendo a favorita França. Nesta quarta, fez jus à 32ª colocação no ranking internacional e só chegou a preocupar o Brasil no meio do segundo e terceiro sets.