Menu
Brasil

Brasil ficará de olho no outro grupo

Arquivo Geral

30/10/2006 0h00

Campeão olímpico em Barcelona-1992, Jorge Edson desligou-se da comissão técnica da seleção brasileira feminina de vôlei, que já está em Kobe, local da estréia no Mundial feminino. Mas não foi por nenhum problema com o grupo. De Tóquio, o ex-jogador partiu para Sapporo com a missão de espionar o grupo B, considerado o da morte no torneio, composto por China, República Dominicana, México, Rússia, Alemanha e Azerbaijão.

Das seis equipes que Jorge Edson espionará, quatro passarão à fase seguinte. “Essas são as equipes com as quais podemos cruzar na segunda fase. E esse é um torneio especial porque você traz o resultado da primeira fase (pontos, sets – o critério de desempate é o ponto average e o set average, nessa ordem). Então, ele é o encarregado para ver tudo que está se fazendo no outro grupo. É um momento muito importante, pois estaremos decidindo o nosso futuro”, afirma o técnico José Roberto Guimarães.

O treinador, que comandou o time campeão na Espanha, elogia o companheiro. “O Jorge é totalmente qualificado para analisar e trazer essas informações necessárias para nós. Assim, saberemos quais são os pontos fortes e fracos das outras equipes”, ressalta.

Para Jorge Edson, trabalhar com o Zé Roberto tem sido um grande aprendizado, uma troca permanente. “É uma grande felicidade. Antes de mais nada, espero que o ouro resulte novamente. Como da outra vez também foi, eu sei que será muito difícil, dia-a-dia, partida a partida, e as meninas também sabem disso. Estou aqui para dar esse suporte, para tentar ajudar a fazer desse dia-a-dia parte de uma história vitoriosa novamente”, explica.

Antes de se separar da delegação, Edson ajudava no treino de bloqueios. “É muito bom poder contar com o Jorge, agora do outro lado, nessa situação. Ele vem nos ajudando na preparação da equipe e procurei dar a ele um fundamento para que treinasse algumas vezes a seleção brasileira. Ele sempre foi um especialista no bloqueio. Sempre foi o seu melhor fundamento. Então, ele realmente nos ajudou no posicionamento do nosso bloqueio e passou muito de sua experiência como jogador”, conta Zé Roberto.

Edson ainda aproveita para explicar seu trabalho. “Tenho ajudado bastante no bloqueio e na parte defensiva, por serem funções específicas e que eu tinha quando jogava. Assim como um levantador tem uma visão global do jogo, eu tenho uma um pouco diferente, mais voltada para essa parte. No outro grupo, vou filmar os adversários, fazer o trabalho do espião, e analisar e transmitir essas informações para o Zé”, resume.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado