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Brasil extingue orelhões até o final de 2028

Após o término dos contratos de concessão em dezembro de 2025, os últimos 30 mil telefones públicos serão gradualmente retirados, restando cerca de 9 mil em áreas sem cobertura 4G.

Redação Jornal de Brasília

20/01/2026 15h21

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os icônicos orelhões, telefone de uso público lançados no Brasil em 1972 e projetados pela arquiteta Chu Ming Silveira, estão com os dias contados. Os últimos 30 mil aparelhos serão aposentados até o final de 2028, marcando o fim de uma era que já viu a rede reduzir de mais de 1,5 milhão de unidades para o número atual.

Os contratos de concessão de telefonia fixa, firmados em 1998, chegam ao fim em dezembro de 2025. Com a transição para o regime de autorização privada, as concessionárias estão adaptando seus serviços, eliminando gradualmente os orelhões como parte do plano de universalização do acesso à telefonia.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão ativos em localidades onde não há sinal de 4G na rede móvel. A maior concentração desses aparelhos está no estado de São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da agência.

As operadoras, incluindo Oi, Vivo, Algar, Claro/Telefônica e Sercomtel, assumiram compromissos de manter serviços de voz em áreas isoladas até dezembro de 2028, utilizando qualquer tecnologia disponível. A Oi, que opera a maioria dos orelhões (6.707 unidades) e enfrenta crise financeira desde 2016, é a base mais adaptada. Vivo, Algar e Claro/Telefônica planejam desligar suas redes ainda este ano, deixando cerca de 2 mil unidades operadas por elas, além de 500 da Sercomtel no Paraná.

Em contrapartida, as empresas se comprometeram a investir em infraestrutura de telecomunicações, como a implantação de fibra óptica em regiões sem acesso, expansão de antenas 4G, rede celular em municípios, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers. Essa mudança visa estimular a banda larga e modernizar o setor, conforme discutido pela Anatel com a proximidade do fim das concessões.

Orelhões cuja manutenção não é obrigatória podem ser desligados por solicitação direta às operadoras ou via Anatel, pelo telefone 1331 ou pelo portal da agência na internet.

Com informações da Agência Brasil

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