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Brasil conquista 6º lugar em crescimento do PIB no G20 em 2025

O PIB brasileiro cresceu 2,3%, atingindo R$ 12,7 trilhões, impulsionado pela agropecuária apesar dos juros altos para conter a inflação

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 16h30

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandiu 2,3% em 2025, alcançando R$ 12,7 trilhões. Esse resultado posicionou o país na sexta posição no ranking de crescimento entre as economias do G20 que já divulgaram dados consolidados, conforme ranking publicado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

O ranking é liderado pela Índia, com 7,5% de crescimento, seguida por Indonésia (5,1%), China (5%), Arábia Saudita (4,5%) e Turquia (3,6%). O Brasil ficou à frente dos Estados Unidos (2,2%), marcando o quinto ano consecutivo de expansão econômica, embora com desaceleração em relação aos 3,4% de 2024.

A agropecuária foi o principal motor do crescimento, mas o desempenho foi afetado pela política monetária contracionista do Banco Central (BC), com juros elevados para conter a inflação, que permaneceu acima da meta de 3% durante o ano. A taxa Selic atingiu 15% ao ano em junho de 2025 e se manteve nesse patamar, o maior desde 2006, encarecendo o crédito e desestimulando investimentos e consumo.

Essa estratégia ajudou a fechar o hiato do produto, reduzindo a pressão inflacionária, embora tenha impactado a atividade econômica, especialmente no segundo semestre, que permaneceu estável em relação ao primeiro. Apesar do cenário restritivo, 2025 encerrou com a menor taxa de desemprego registrada pelo IBGE.

Para 2026, a SPE projeta outro crescimento de 2,3% no PIB, com desaceleração na agropecuária compensada por maior expansão na indústria e serviços. A expectativa inclui redução da Selic a partir da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março, isenção de imposto de renda para rendas até R$ 5 mil mensais, expansão do crédito consignado e resiliência do mercado de trabalho. As informações foram retiradas da Agência Câmara.

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