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Brasil

Brasil bate recorde de emprego formal em agosto

Arquivo Geral

16/09/2009 0h00

O Brasil fechou agosto com 242.126 novos empregos formais, o maior número para este mês na história do país e o melhor resultado mensal desde setembro de 2008 (282.841), informou nesta quarta-feira o Ministério do Trabalho.

O aumento das contratações permitiu elevar para 680.034 o número de postos formais gerados, tornando possível o cumprimento da previsão do Governo de fechar 2009 com 1 milhão de novos postos de trabalho formais.

Na última segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já havia antecipado o resultado de agosto e disse que a geração de emprego demonstrou que o país deixou para trás a crise econômica global.

Lula lembrou, na semana passada, que os indicadores econômicos mostram a retomada do crescimento e da geração de empregos no país, após a recessão sofrida em consequência da crise.

Segundo os dados divulgados pelo Governo na sexta-feira passada, a economia brasileira cresceu 1,9% no segundo trimestre na comparação com o primeiro período, retirando o país da recessão técnica na qual se encontrava após dois trimestres consecutivos de crescimento negativo.

O saldo de agosto (242.126 novos empregos) foi resultado de um número maior de contratações (1.457.455) e menor de demissões (1.215.329).

A geração de empregos formais em agosto superou ligeiramente a do mesmo mês do ano passado (239.123), que também foi recorde para o mês, e foi registrada antes do início dos efeitos da recessão.

O aumento dos empregos pelo sétimo mês consecutivo permite ao Brasil compensar parte dos 800 mil postos formais perdidos entre novembro do ano passado e janeiro de 2009, em consequência da crise.

Segundo os dados do Ministério, nos últimos 12 meses (até agosto), ou seja, incluindo o período mais crítico, Brasil gerou 328.509 novos postos de trabalho formais.

Em caso de o Brasil conseguir fechar o ano com a geração de 1 milhão de novos empregos formais, esse número será muito inferior ao de 2008 (1,45 milhões) e ao recorde de 2007 (1,61 milhões).

Os números do Ministério do Trabalho referem-se exclusivamente aos empregos formais, por isso que não podem ser considerados como indicadores do desemprego, que neste ano chegou a 9% em março e recuou para 8% em julho.

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