A produção açucareira do Brasil representou 20% da quantidade produzida em todo o planeta, o que se explica tanto pelas condições favoráveis internas quanto pela queda das colheitas na Índia, segundo produtor mundial, devido à seca.
“A Índia apresentou grandes quedas de produção nos dois últimos anos e terá que importar entre 6 e 8 milhões de toneladas até final de 2010”, afirmou o coordenador do Departamento de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Carlos Job, citado em comunicado.
O Governo também calculou que haverá uma “queda gradual” no preço do açúcar nos próximos dois anos, depois que alcançou em 2009 seu maior valor nos últimos 30 anos por causa da profunda diminuição experimentada pelas reservas mundiais.
“O açúcar bruto deverá passar dos atuais US$ 480 por tonelada para US$ 390 em 2011; e o refinado de US$ 540 para US$ 490”, afirmou Job.
Segundo o funcionário, nestes dois anos, países produtores como Índia, Estados Unidos, Tailândia, China e México vão experimentar uma “pequena recuperação” em sua produção, que ajudará a reduzir os preços.
Apesar desse nível de preços, a tendência do setor no Brasil nos dois próximos anos será dar mais espaço à produção de açúcar em detrimento do etanol, produzido a partir de cana-de-açúcar, segundo o responsável do ministério.
No ano passado, Brasil produziu cerca de 31 milhões de toneladas de açúcar e exportou 19,4 milhões, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Além disso, foram produzidos 27,5 milhões de litros de etanol combustível, dos quais pouco mais de 5 milhões de litros foram exportados, em sua maioria para os EUA.