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Brasil atinge 66% de alfabetização infantil na idade correta em 2025

Especialistas de ONGs educacionais celebram o marco como resultado de cooperação federativa, mas destacam desafios com os 34% de crianças ainda não alfabetizadas.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 19h54

Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

O Brasil alcançou a marca de 66% das crianças alfabetizadas na idade correta em 2025, segundo dados recentes. Especialistas de organizações não governamentais ligadas à educação avaliam o resultado como uma conquista importante e um marco para o país, fruto de uma trajetória consistente de avanços nos últimos três anos.

Gabriel Correa, diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, enfatiza que o sucesso reflete a priorização política da alfabetização e o fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios. “Isso mostra que a priorização política da pauta e o fortalecimento da cooperação federativa, com União, estados e municípios atuando de forma coordenada, tem produzido efeitos concretos na aprendizagem das crianças”, afirma ele.

Felipe Proto, vice-presidente de educação da Fundação Lemann, concorda que o índice representa um compromisso coletivo e destaca o papel de iniciativas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. “Erradicar o analfabetismo no Brasil tem se tornado um sonho cada vez mais possível”, avalia Proto, que vê no resultado uma transformação estruturante para o país.

Apesar do avanço, os especialistas alertam para desafios persistentes. Cerca de 34% das crianças no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever, o que compromete sua trajetória escolar futura. Correa ressalta a necessidade de esforços intencionais para alfabetizá-las, mesmo com atraso, e aponta para possíveis desigualdades entre estados e municípios, que serão melhor compreendidas com a divulgação detalhada dos dados.

O ano de 2025 marca o primeiro em que o grupo avaliado esteve na pré-escola durante a pandemia de covid-19, fator que explica parte da melhora observada, embora não substitua o impacto das políticas públicas consistentes implementadas.

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