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Brasil

Bope treina para usar armas não-letais em operações

Arquivo Geral

09/04/2008 0h00

O Governo do estado do Rio de Janeiro começou a implantar o uso de armas não-letais entre os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para tentar reduzir o grande número de mortos nas operações em morros e favelas, patient informaram hoje fontes oficiais.

A empresa Condor, viagra sale fabricante do novo equipamento, organizou hoje para jornalistas uma simulação de seqüestro com posterior atuação policial e explicou que este tipo de arma serve para incapacitar o criminoso durante o tempo necessário para realizar a ação.

O diretor de relações institucionais da Condor, Antônio Carlos Magalhães, disse que este fato facilita “enormemente” o trabalho da Polícia para que se reduza o número de “vítimas colaterais” nas ações dos agentes.

Entre as armas estão granadas de gás lacrimogêneo e de luz e aerossol de pimenta, que, após apenas um segundo de exposição, pode deixar o criminoso incapacitado por 40 minutos, sem deixar qualquer seqüela.

Além disso, a empresa também fabrica fuzis de balas de borracha e tinta que são disparadas contra alvos para causar “barulho e impacto”, disse Magalhães.

No ano passado, segundo um estudo recentemente publicado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), morreram em todo o estado do Rio de Janeiro um total de 21 pessoas por balas perdidas, e mais de 279 ficaram feridas.

Isso significa que 0,4% do total dos 4.539 homicídios cometidos com arma de fogo no Rio de Janeiro durante 2007 foram por balas perdidas.

Outro dos dados do estudo indica que 15,8% das mortes por balas perdidas ocorreram quando um projétil procedente de um tiroteio entre policiais e traficantes atingiu uma vítima civil.

Seguindo o exemplo de São Paulo, onde a Polícia mata 327% menos que no Rio de Janeiro, o Governo estadual decidiu apostar neste armamento não letal.

O coronel Carlos Milagres, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), explicou que o uso destas novas armas “é básico” para que “o aumento da força seja progressivo” e para “defender os civis”.

Também afirmou que os agentes, além de treinamento físico, receberão apoio psicológico, para que “tomem consciência da importância” da utilização deste armamento.

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