Homens do Corpo de Bombeiros estão vasculhando a última parte dos escombros do prédio da TAM atingido por um Airbus da companhia aérea na última terça-feira, ed naquele que foi o pior acidente da aviação brasileira, provocando a morte de 187 pessoas a bordo do avião e outras tantas que estavam em terra.
Como estão no setor do edifício mais afetado pelo acidente, os bombeiros encontram dificuldade para se locomover. “Estamos com espaço reduzido às vezes de 40 a 50 centímetros. Tem bombeiro literalmente rastejando para começar a tirar esse material. É muito cansativo, extenuante e difícil”, disse o porta-voz da corporação, Mauro Lopes.
O material a que ele se refere é uma mistura de papel e água, formada pela grande quantidade de documentos que havia no local e pela água jogada incessantemente desde o momento do acidente, a fim de debelar novos focos de incêndio e resfriar o local para permitir as buscas.
Por volta de 12h45, os bombeiros localizaram mais “dois ou três” fragmentos de vítimas, segundo ele, que foram colocados em um novo saco plástico. Agora já são 218 registros. O porta-voz reconhece que é remota a possibilidade de encontrar mais corpos inteiros, mas afirma que qualquer peça encontrada é importante para o Instituto Médico Legal.
Embora a equipe de resgate esteja na parte final do prédio, Lopes diz que ainda não é possível prever quando as buscas serão encerradas, já que este é o setor mais danificado. “O trabalho não tem previsão de término e continua normalmente”.
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As cadelas Anne, Dara e Dora não foram usadas hoje, mas um quarto animal foi levado ao local: Nick, um cão da raça Golden Retriever de oito meses que realizou apenas um treinamento.
