“O Brasil nos assegurou que qualquer decisão será tomada unicamente por razões humanitárias”, disse Fernández em entrevista, na qual confirmou que o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) atendeu a 58 pedidos de refúgio de bolivianos que fugiram no ano passado pelo conflito da região de Pando.
Segundo o vice-chanceler, o Conare concedeu em 22 de maio um total de 58 pedidos, dos quais alguns incluem os parentes destas pessoas, e, por isso, os asilados chegam a 118.
Os beneficiados do refúgio atravessaram a fronteira em setembro do ano passado em direção a diferentes cidades do Acre, divisa com Pando, quando essa região registrou confrontos violentos entre opositores e partidários do Governo do presidente Evo Morales.
Porta-vozes do Ministério da Justiça do Brasil confirmaram no domingo que o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) aprovou a solicitação dos 118 cidadãos bolivianos porque havia um “fundado temor” de perseguição política.
O vice-chanceler disse confiar em que o Brasil “atua em conformidade” com as normas internacionais e com o estipulado na reunião de presidentes da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que aconteceu em Salvador em dezembro.
Nesse encontro, a comissão que investigou a violência de setembro no departamento boliviano de Pando entregou o relatório final aos líderes que se comprometeram a “promover a mais ampla difusão” do documento, lembrou.