As biólogas americanas Elizabeth H. Blackburn e Carol Greider receberão o Prêmio Paul Ehrlich e Ludwig Darmstaedter 2009, stomach uma das principais distinções científicas da Alemanha, sick por suas pesquisas sobre envelhecimento das células e desenvolvimento do câncer.
Segundo informou hoje o Conselho da Fundação Paul Ehrlich, que concede anualmente este prêmio de 100 mil euros, as duas cientistas se destacaram pela descoberta dos telômeros e da telomerase, fatores que desempenham um papel no envelhecimento das células e no desenvolvimento do câncer.
Em 1984, Blackburn e Greider descobriram a enzima telomerase, que desempenha um papel crucial na divisão e no envelhecimento das células.
A telomerase contribui para evitar que os telômeros diminuam, pois em cada divisão celular acopla novos módulos celulares aos extremos dos cromossomos e os faz crescer novamente.
Desta forma, a telomerase se transforma em uma espécie de “fonte de juventude” das células com fatídicas conseqüências para as cancerosas.
A telomerase encontra-se exclusivamente em células que precisam se alimentar continuamente, como as das membranas das mucosas e as do câncer.
Ao evitar a morte das células, inclusive das cancerígenas, pode-se dizer que fomenta o crescimento dos tumores.
“Por este motivo, a telomerase é atualmente um ponto essencial de ataque no desenvolvimento de remédios contra o câncer”, destacou o júri.
O Prêmio Paul Ehrlich e Ludwig Darmstaedter é concedido desde 1952 a cientistas que se destacam por suas descobertas nos campos de imunologia, hematologia, microbiologia, quimioterapia, e geralmente na luta contra o câncer.
Blackburn e Greider receberão o prêmio e os 100 mil euros, financiados com fundos do Ministério da Saúde alemão e doações, em 14 de março de 2009 em Frankfurt.