Antes candidata a ingressar na Fórmula 1 em 2010, a Índia terá que esperar um ano a mais para abrigar seu primeiro grande prêmio da história. A informação foi confirmada sexta-feira pelo chefão da categoria, Bernie Ecclestone.
A primeira previsão para a construção do circuito indiano, que se dará na capital Nova Déli, havia sido 2010, conforme havia anunciado no ano passado o comitê olímpico do país. Entretanto, a entrada de mais um autódromo asiático no calendário da Fórmula 1 não contava com a mudança de pensamento de Ecclestone. “Sobre a Índia, o que eu posso dizer é que o grande prêmio de lá será incluso em 2011”, declarou, em entrevista ao jornal esportivo italiano La Gazzetta dello Sport.
Tirando ainda as demais dúvidas sobre os próximos calendários da categoria, o mandatário admitiu que a Rússia também deve ter uma etapa. “Além de Abu Dabhi, nós demos duas ou três opções abertas na Rússia. A primeira obviamente é Moscou, mas ainda não houve tempo para pensar em uma data”.
Apesar de ressaltar que é importante existir mais corridas noturnas se a Ásia quiser continuar sua expansão na Fórmula 1, Ecclestone assegurou ainda que apenas Cingapura seguirá nessas condições no ano que vem. “O GP de Cingapura se originou da necessidade de nos tornarmos visíveis à Europa em um horário aceitável. Todas as provas daquele lado do mundo poderiam na teoria ser mudadas para a noite, mas em 2009 só continuaremos com uma”.
Polêmica do Canadá: Além de ter tocado nos interesses asiáticos que continuam movimentando a elite do automobilismo mundial, Ecclestone ainda falou à publicação italiana sobre o Grande Prêmio do Canadá, que deixa o calendário da categoria na próxima temporada. Tradicional, o país abrigava uma corrida de forma ininterrupta há 21 anos.
“A América trabalha diferente”, disse o britânico, alegando que a justificativa na América do Norte é que as provas são promovidas por empresas privadas. “Alguns eventos mundiais como a F-1 em algumas nações e os Jogos Olímpicos, são financiados pelos países. Lá, ao contrário, companhias privadas é que os organizam, e elas querem ter lucro antes mesmo que a corrida esteja montada: isso é um pouco demais”.