Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho não falou abertamente, mas deixou nas entrelinhas a vontade de permanecer no comando da vitoriosa equipe nacional após Pequim-2008, quando ele encerra seu segundo ciclo olímpico à frente do time.
“Temos que lembrar que tudo passa pela questão dos resultados, pois, dependendo do que acontecer, podem não me querer mais. Porém, se muitos jogadores quiserem que eu continue, é provável que eu fique”, reconheceu o técnico. “Será difícil eu deixar esses caras que estão há tantos anos comigo”, emendou.
A permanência de Bernardinho como técnico da seleção brasileira é apoiada pelo presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça. Em maio, o dirigente adiantou à Gazeta Esportiva.Net que, se depender dele, tanto Bernardo quanto José Roberto Guimarães seguirão em seus respectivos cargos.
Uma coisa, porém, é certa, de acordo com o treinador: ele pretende abdicar de alguns trabalhos. “Uma coisa que eu certamente vou fazer é diminuir esse ritmo de clube, seleção, outras atividades”, explicou o comandante, que quando a seleção não está jogando é técnico do time feminino do Rexona/Ades, campeão brasileiro nas três últimas temporadas, além de fazer palestras em empresas.
Independente do que ocorrer após as Olimpíadas de Pequim, Bernardinho já deixou claro o que não quer. “Não vou me afastar do vôlei, que é a minha paixão, e nem pretendo aceitar nenhum cargo no exterior. Nem vejo propostas que me chegam de fora”, afirmou.