“A Austrália jogou bem e colocou pressão em cima da gente, controlando bem os contra-ataques. O Brasil ainda não jogou 100% neste torneio e estamos arás do nosso melhor. Espero que a próxima partida contra a Alemanha a gente possa chegar lá”, disse o comandante, que listou as causas para o fraco desempenho.
“Não temos muito tempo para treinar e jogamos sempre às 14h. É o risco que assumimos por não termos feito a melhor preparação. Precisamos nos concentrar mais e os jogadores sabem que têm de subir de nível, tendo em base o que eles mesmos fizeram no passado”, explicou o comandante.
Após a derrota para a França, no domingo, a seleção brasileira ficou sem margem para novas deslizes, principalmente porque a Bulgária, no grupo C, vem em ótima forma e deve encerrar a fase invicta. Se a França também conseguir isso na chave B, o time nacional entra em desvantagem e precisando reverter o quadro na seqüência.
“Estamos sob grande pressão, então não é fácil. Estes caras jogaram o ano todo, no Italiano, na Liga, depois voltaram aos clubes e em menos de um mês precisaram estar prontos para o Mundial. Eles não são máquinas e, às vezes, as coisas não funcionam. No Brasil se espera muito desse time, mas a pior pressão é a que nós mesmos nos colocamos”, alertou Bernardinho.
Em relação ao jogo, o capitão Ricardinho admitiu que a equipe não esteve em seu melhor dia, mas garantiu estar mais aliviado. “Jogamos bem no início, alguns erros, mas no geral foi tudo bem. Melhoramos o contra-ataque, mas ainda não da melhor forma. Foi bom no final ver os reservas jogarem bem, porque eles podem ser importantes para o final”, disse.
No duelo em que o Brasil venceu a Austrália por 3 x 0, Bernardinho trocou praticamente todos os titulares no terceiro set e deixou a equipe com Murilo, Samuel, Anderson e Rodrigão em quadra. Mesmo tendo passado toda a parcial atrás, a vitória veio no final, por 25 x 23, após boa virada.
O Brasil foi a sete pontos no grupo B e encerra a quarta rodada na segunda colocação. Nesta quarta-feira, novamente às 3h (de Brasília), encara em seu último duelo na fase de classificação a Alemanha, em confronto considerado de vida ou morte. “Será um grande jogo e precisamos melhorar. Nada a fazer de diferente além de conversar e analisar o adversário”, garantiu Bernardinho.