Com a autoridade de atual campeão mundial e olímpico, sem contar os cinco títulos da Liga Mundial, o técnico Bernardo Rezende acredita que todo o sucesso dos homens na seleção brasileira de vôlei vai se repetir no feminino. A despeito de qualquer desentendimento com o técnico José Roberto Guimarães – com o qual não fala, por sinal –, ele avalia que o grupo formado após o desastre da quarta colocação em Atenas é o que possui maior potencial na história, com grande chance até de chegar à tão sonhada final olímpica, missão abortada nas últimas três semifinais dos Jogos.
O palpite está longe de ser qualquer provocação a Guimarães. Além de ter comandado a seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Atlanta, onde o time conquistou um histórico bronze, Bernardinho atualmente dirige a equipe do Rexona/Ades, atual campeã brasileira feminina, que conta com quatro atletas da seleção: as atacantes Sassá, Fabiana e Renatinha, além da líbero Fabi. E, exatamente por conhecer bem as atletas, ele faz sua análise da situação. “Ajuda o fato de, sem nenhum demérito para as brasileiras, algumas seleções importantes como Cuba estarem passando por uma entressafra. De qualquer forma, o Brasil se manteve à frente no vôlei feminino”, comenta.