Irritado durante toda a partida, o técnico Bernardinho não escondeu sua insatisfação com a equipe na entrevista coletiva e apontou alguns motivos para a derrota. “Jogamos bem abaixo da média. Fizemos mais erros do que podíamos e acho que colocamos pressão desnecessária em cima de nós mesmos”, lamentou.
“E não foram somente os erros de contra-ataque, mas nosso saque também não surtiu tanto efeito. Eles passaram bem e isso nos tirou a paciência. Estão de parabéns, porque jogaram sem um titular (Oliver Kieffer) e se mantiveram relaxados e mais concentrados”, completou Bernardinho, que viu apenas um ponto positivo na derrota. “Pelo menos a margem de pontos não foi tão grande”.
Após o inesperado tropeço, para o próximo duelo, na terça-feira, às 5h (de Brasília), contra a Austrália, o comandante já tem a tática para fazer o time reagir. “Precisamos jogar com mais força e vibração. Estávamos tensos e esperando o que eles iam fazer. Temos que jogar como no final do quarto set, do contrário será o fim para nós”, complementou.
Ao falar sobre o final, Bernardinho se referiu ao crescimento com o time reserva, quando o Brasil ficou atrás em 21 x 16 e virou para 22 x 21. Perdeu ainda um set point e por pouco não levou a decisão para o quarto, mesmo sem jogar bem. “Precisamos pensar muito no que fizemos”, disse o exigente treinador.
Para o levantador e capitão Ricardinho, a derrota foi bastante sentida. “Foi uma partida dura. A França jogou bem e fizemos muitos erros, entre 20 a 25 em contra-ataques, o que nos deixou sem força. Estou muito decepcionado pelo resultado , porque eles se aproveitaram bem do nossos erros”, afirmou.