O ex-presidente do Governo e líder do partido Força Itália, generic Silvio Berlusconi, salve iniciou sua estratégia para manter unida a direita nas eleições de 13 e 14 de abril, enquanto a esquerda oficializou hoje seu divórcio amistoso.
Dois dias após o presidente Giorgio Napolitano convocar eleições antecipadas, o panorama político da Itália começa a oferecer algumas novidades significativas com relação ao último pleito.
Berlusconi confirmou hoje a morte de sua antiga coalizão de centro-direita ao anunciar que, para as eleições de abril, seu partido se apresentará junto com a direitista Aliança Nacional em uma lista única cujo nome será “Povo da Liberdade” (PDL).
Segundo o magnata da comunicação, um de seus aliados atuais, a Liga Norte, se federará com o PDL, apesar de não fazer parte como tal do partido, já que “é um grupo territorial radicado na parte do norte” do país.
Por sua parte, o partido “La Destra”, de Francesco Storace e que nasceu de um cisma da Aliança Nacional, tem a intenção de aderir ao projeto de Berlusconi, informou a imprensa italiana.
No entanto, os democratas-cristãos da União de Democratas Cristãos e de Centro (UDC) se distanciaram deste projeto por enquanto, pois se apresentarão ao pleito sozinhos.
A posição da UDC cria a impressão de que surgirá um novo grupo centrista, formado pelos partidos que abandonaram as fracassadas coalizões de centro-direita e centro-esquerda.
Porém, o líder da UDC, Pier Ferdinando Casini, já anunciou em outras oportunidades o afastamento da centro-direita para depois retornar para casa “como o filho pródigo”, metáfora também usada por Berlusconi.
O que está certo é o divórcio, embora amistoso, entre as forças da centro-esquerda que formavam a Coalizão União, que venceu as últimas eleições.
O recém-nascido Partido Democrata (PD) – formado pelas duas principais forças que deram vida à Coalizão União, os Democratas de Esquerda (DS) e A Margarita (DL) – reafirmou hoje que se apresentará sozinho para as eleições.
Na reunião de hoje entre o líder do PD, Walter Veltroni, e os líderes dos partidos da esquerda se decidiu que “não haverá acordos políticos nem técnicos” antes do pleito, como explicou o secretário do Esquerda Democrata, Fabio Mussi.
Mussi anunciou que a partir de hoje há duas novidades no panorama político italiano: o PD e a chamada “Esquerda Arco íris”, movimento que reúne a Refundação Comunista, os Comunistas Italianos, os Democratas de Esquerda e os Verdes.