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Brasil

Bélgica descarta vacinação obrigatória contra gripe

Arquivo Geral

16/10/2009 0h00

A lei que concede poderes especiais ao Governo belga em caso de agravamento da pandemia de gripe A, criticada por alguns setores pela chance de que considerasse a vacinação obrigatória dos cidadãos, incluirá uma emenda que descarta esta possibilidade, informa hoje a imprensa belga.

O Parlamento belga aprovou ontem um projeto de lei que concede ao Executivo competências que normalmente correspondem ao Legislativo, com o objetivo de agilizar a tomada de decisões em caso de extensão da epidemia da gripe A no país, um texto que obteve hoje o apoio do Senado.

A lei facilitará os trâmites necessários para mobilizar pessoal médico em caso de alerta sanitário ou para a distribuição em massa de remédios, mas, segundo denunciaram alguns partidos e associações cívicas, poderia atentar contra a liberdade dos cidadãos para escolher se querem ou não se vacinar contra a gripe A.

De forma paralela à adoção do texto, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou ontem uma emenda na qual precisa que a vacinação não será obrigatória em nenhum caso.

A ministra da Saúde belga, Laurette Onkelinx, expressou seu apoio à emenda, mas disse que, cada vez que se fala de vacinação, “ressurgem fantasmas” como “o complô internacional” ou o “genocídio programado”, medos amplificados com a difusão pela internet.

Onkelinx ressaltou que a vacinação será feita em consultas médicas, circunstância que contribuirá para “tranquilizar” os cidadãos, já que a aplicação das injeções será acompanhada de “um diálogo entre médico e paciente”.

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