No balanço da carreira, o piloto da Honda reconheceu que ainda não atingiu todas as metas. "Ainda não fui campeão. Mudei de equipe (da Ferrari para a Honda) e a equipe não foi o que eu esperava. Mas tenho minhas fichas depositadas e o cabeçudo do Gil (de Ferran, diretor esportivo da escuderia) está lá trabalhando", admitiu Barrichello.
Insatisfeito com os resultados em sua temporada de estréia no time japonês, Barrichello acredita que o próximo ano poderá ser mais produtivo e aproveitou o discurso de não prometer para fazer uma análise de sua própria trajetória. "Diferente do Felipe, fiquei estes anos todos prometendo e não cumpri. Agora é ir para a Europa e testar, trabalhar. Estou fazendo minha lição de casa".
Veterano das pistas, Barrichello tem a chance de se tornar um recordista antes da aposentadoria. Aos 34 anos, ele já disputou 235 Grandes Prêmios de Fórmula 1. O recorde de participações é de 256 GPs e pertence a Riccardo Patrese, mas o brasileiro garante que esta não é uma preocupação para ele. "Provavelmente, se continuar até quando quero vou passar o número de corridas. Mas este não é um objetivo. O objetivo sempre é tentar o melhor resultado".