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Brasil

Barbosa evita críticas individuais no Brasil

Arquivo Geral

14/09/2006 0h00

O técnico Antonio Carlos Barbosa não quis saber de polemizar no final do jogo desta quinta-feira entre Brasil e Espanha pelo Campeonato Mundial feminino de basquete. Após a derrota por um ponto, o treinador evitou fazer análises individuais no grupo. Com apenas 38,3% de aproveitamento nos arremessos de dois pontos, a seleção ainda foi vítima da alta performance adversária em longa distância.

“Eles foram muito bons nos três pontos”, avalia em um dia que alguns dos tradicionais destaques do grupo acabaram rendendo menos que estão acostumadas. Helen e Janeth marcaram apenas nove pontos cada e a ala ainda ficou carregada com três faltas já no primeiro tempo. Os destaques foram Iziane e Alessandra, a primeira com 19 pontos e a pivô com 13.

“Basquete é um jogo coletivo. Uma jogadora ganha o jogo e não a competição”, explica Iziane, considerando que faltou um pouco de sorte na hora das finalizações. “Não tivemos a felicidade de encontrar a cesta em momentos decisivos”.

Barbosa concorda e acrescenta que o time caiu de produtividade depois do intervalo. “Fizemos poucos pontos no segundo tempo. Tivemos um problema sério na defesa e o ataque também não funcionou”, reconhece, recusando-se a apontar responsáveis.

Perguntado sobre a performance de Janeth, o treinador foi taxativo. “Eu não analiso performance individual, seria muito deselegante”. Mas não se furtou de elogiar a pivô Kelly, que entrou no último período na vaga de Alessandra, que também tinha três faltas.

Em pouco mais de nove minutos de atuação, a reserva marcou nove pontos e pegou quatro rebotes. “A Kelly jogou muito bem. O problema foi que a bola não caiu”.

Avaliando a partida como um todo, Barbosa acredita que a falha foi coletiva e que o resultado foi insatisfatório ainda que a decisão tenha ficado para a última bola. “Não posso gostar de uma coisa que acaba em derrota”, admite, minimizando a situação. “Mas este é um campeonato cheio de altos e baixos”.

Quem estava em quadra também não ficou nada contente com a postura de ataque do grupo. “Temos que fazer em média 80 pontos. Elas venceram com 67, significa que se fizéssemos oitenta teríamos vencido”, compara a ala Micaela, responsável por sete pontos na partida e que não aprovou seu próprio desempenho. “Não estou satisfeita com minha performance”, confessa, lamentando que o time tenha precipitado bolas em momentos desnecessários.

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