O preço dos conversores das televisões analógicas para que possam transmitir pelo sistema digital só cairá a longo prazo, diagnosis na avaliação do presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Engenharia (Confea), Marcos Túlio de Melo. O Ministério das Comunicações está preocupado com o alto custo do equipamento. Mas, para Melo, a solução só virá com a popularização do produto.
Em entrevista à Agência Brasil, Túlio de Melo, o barateamento dos conversores, como pretende o governo, só acontecerá ao longo do tempo, com a popularização dos equipamentos e o ganho natural decorrente do aumento da escala de produção.
“O governo não terá muito o que fazer neta questão do preço. Isto será definido naturalmente pelo próprio mercado, embora haja sempre a alternativa de se buscar políticas de incentivo que se leve a uma melhor equação do problema de modo a agradar a todos. Mas logicamente que não será o governo que vai determinar este preço”.
O presidente do Confea, no entanto, defendeu a forma como o governo federal conduziu com a participação da iniciativa privada e das universidades, o processo de implantação da TV digital no país, a partir do modelo utilizado no Japão.
“A partir do modelo japonês nós conseguimos desenvolver o nosso próprio sistema, que é inclusive mais avançado do que os três sistemas hoje existentes no mundo: o norte-americano (ATSC), o europeu (DVB) e o existente no próprio Japão (ISDB)”.
A opção adotada pelo governo brasileiro de optar pelo modelo japonês e, a partir dele, incorporar inovações tecnológicas se mostra a mais adequada, na avaliação de Melo, na medida em que torna o país mais competitivo a nível mundial.