A queda da atividade econômica e do emprego está moderando na Espanha nos últimos meses, mas a melhora do consumo foi “interrompida”, segundo o mais recente boletim econômico do Banco da Espanha (autoridade monetária), publicado hoje.
O banco central indica que os indicadores mais recentes mostram um “arrefecimento” no ritmo de queda da atividade nos últimos meses.
Esta moderação também é observada no emprego, com uma “evolução menos negativa”, apesar de o total de desempregados na Espanha ter ficado em agosto em 3.629.080 pessoas.
O Banco da Espanha adverte que há outros componentes da economia que não decolaram, como o consumo privado e a confiança, tanto dos cidadãos quanto de setores como o comércio.
Assim, afirma que os indicadores que medem a despesa das famílias “interrompeu” a melhoria dos meses anteriores, enquanto a confiança dos consumidores se manteve estável em agosto, e a dos comerciantes no varejo piorou ligeiramente.
Mais otimista se mostra o investimento, especialmente o destinado a bens de capital, que tem uma evolução “um pouco mais favorável”, mas dentro de um tom geral “deprimido”.
Também se moderou a contração do investimento em construção, setor no qual a queda do emprego está sendo menos intensa do que antes.
Sobre a demanda externa, o Banco da Espanha avalia que está atenuando o retrocesso do comércio exterior, e assim destaca as quedas menos pronunciadas das exportações, que se transformam inclusive em melhoras, no caso das vendas de bens de capital.
Já a queda das importações em julho continuou sendo mais alta que a das exportações, mas também desaceleraram a baixa.
O Banco da Espanha avalia que as quedas da produção industrial também atenuaram, e que o emprego neste setor mostra uma evolução menos negativa.
Os serviços também registram desaceleração em sua queda, tanto na atividade quanto no emprego.