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Australianos negam desinteresse por GP de Melbourne

Arquivo Geral

03/02/2008 0h00

As autoridades australianas apressaram-se em vir a público para deixar claro que o país continua com interesse em receber uma etapa da Fórmula 1. Neste sábado, o gerente financeiro da categoria, Bernie Ecclestone, declarou que a prova estava em risco porque rendia pouco financeiramente, além de não contar com o apoio do governo local.

Ecclestone se referia a uma recente declaração do governador da província de Victoria (onde se localiza Melboune), que revelou uma perda de 120 milhões de dólares desde que a cidade passou a receber a corrida, em 1996. Além disto, o dirigente afirmou que os custos para se fazer uma prova no país são muito altos em comparação com outras etapas.

Falando em nome do governo, o secretário de Turismo Tim Holding explicou que, apesar dos prejuízos, a prova é benéfica para Melbourne. “Trata-se de um evento que apresenta a cidade ao mundo e ajuda na economia estadual”, afirmou, acrescentando que muitos pilotos consideram Melbourne o melhor circuito do mundo. “Qualquer alegação de que o governo não apóia este evento está completamente equivocada”, completou.

Ele, porém, admitiu que os australianos não gostam muito da idéia de fazer uma prova noturna, conforme deseja Ecclestone. “Deixamos claro que não iremos ter uma prova noturna e Bernie Ecclestone havia aceitado esta decisão e até a apoiava”, revelou o político. O dirigente tem interesse em mudar o horário da prova na Oceania para adequá-la à grade horária dos canais europeus.

Promotor da corrida, Ron Walker declarou em entrevista a Australian Associated Press que a disputa é viável financeiramente, apesar de ter perdido quase 35 milhões de dólares no ano passado. “Não concordo com o que Ecclestone disse. Eu converso regularmente com as equipes e elas amam vir para Melbourne. O governador também nos tem apoiado muito, mas tem que prestar contas ao contribuinte”, alegou.

Walker ainda disse que a estimativa do prejuízo da edição 2008 do GP da Austrália, que abre a temporada 2008 em 16 de março, é de 40 milhões de dólares. Porém, as perdas devem ser equilibradas pelos benefícios que a prova traz para a cidade. “São 135 milhões em benefícios econômicos. Quando você analisa GPs como China, Dubai e Malásia, verá que eles tem menos audiência que nós”, acredita.

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