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Brasil

Aumentam casos de dengue em crianças

Arquivo Geral

05/04/2010 9h13

O número de crianças com dengue, no Brasil, vem crescendo desde 2004. Até aquele ano, o percentual de meninos e meninas de até 15 anos com a doença era considerado baixo pelas autoridades em saúde. Hoje, pacientes nessa faixa etária representam aproximadamente 25% dos casos confirmados.

A estimativa é do coordenador nacional do Programa de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, do Ministério da Saúde. “Até 2004, praticamente não havia registro de crianças com dengue, os casos eram isolados”, explica. “A partir de 2007, observamos o aumento de pacientes nessa faixa etária. Desde então, o índice vem crescendo e hoje representa pelo menos 25% dos casos”.

Somente nas seis primeiras semanas de 2010, quando uma epidemia de dengue avançou pelo Brasil, foram contados 108.640 pacientes infectados em todo o país, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2009. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia foram os estados mais afetados, com 71% dos casos desse ano. Os números incluem adultos e crianças.

O Ministério da Saúde não tem, ainda, estatística nacional consolidada de dengue em meninos e meninas nos últimos anos, mas a constatação de um percentual crescente de crianças em relação ao total de casos confirmados faz ecoar um alerta preocupante. Além de clinicamente mais vulneráveis que os adultos e de apresentarem características que dificultam o diagnóstico, as crianças com dengue apresentam outro agravante. Quando adquirem a chamada febre hemorrágica do dengue, uma das formas graves da doença, têm mais chances que os adultos de evoluírem para o quadro de choque, quase sempre fatal.

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    Aumentam casos de dengue em crianças

    Arquivo Geral

    01/04/2010 20h03

    Elas são frágeis e têm dificuldade em relatar as próprias dores, mas representam um contingente cada vez maior nas estatísticas de saúde. O número de crianças com dengue, no Brasil, vem crescendo desde 2004. Até aquele ano, o percentual de meninos e meninas de até 15 anos com a doença era considerado baixo pelas autoridades em saúde. Hoje, pacientes nessa faixa etária representam aproximadamente 25% dos casos confirmados.

    A estimativa é do coordenador nacional do Programa de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, do Ministério da Saúde. “Até 2004, praticamente não havia registro de crianças com dengue, os casos eram isolados”, explica. “A partir de 2007, observamos o aumento de pacientes nessa faixa etária. Desde então, o índice vem crescendo e hoje representa pelo menos 25% dos casos”.

    Somente nas seis primeiras semanas de 2010, quando uma epidemia de dengue avançou pelo Brasil, foram contados 108.640 pacientes infectados em todo o país, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2009. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Rondônia foram os estados mais afetados, com 71% dos casos desse ano. Os números incluem adultos e crianças.

    O Ministério da Saúde não tem, ainda, estatística nacional consolidada de dengue em meninos e meninas nos últimos anos, mas a constatação de um percentual crescente de crianças em relação ao total de casos confirmados faz ecoar um alerta preocupante. Além de clinicamente mais vulneráveis que os adultos e de apresentarem características que dificultam o diagnóstico, as crianças com dengue apresentam outro agravante. Quando adquirem a chamada febre hemorrágica do dengue, uma das formas graves da doença, têm mais chances que os adultos de evoluírem para o quadro de choque, quase sempre fatal.

    PESQUISA – Essa particularidade da doença em crianças é relatada em pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), realizada a partir da observação de meninos e meninas com dengue, de zero a 15 anos, durante dois anos, na cidade de Manaus, no Amazonas.

    Em Manaus, o índice de crianças com dengue, em relação ao total de casos registrados, quase que quadruplicou em uma década. Saltou de 15,7% em 1998 para 59,2% em 2008. Os números são do Sistema Nacional de Agravos de Notificação de Manaus (SINAN/DEPAM), da Secretaria Municipal de Saúde.

    O fato de as crianças representarem mais da metade dos casos confirmados de dengue em Manaus foi um dos motivos que levou a pesquisadora da UnB, a amazonense Lúcia Alves da Rocha, a escolher a cidade para investigar o comportamento da doença nesta faixa etária. O trabalho foi apresentando como tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da UnB, sob a orientação do professor Pedro Tauil.

    Lúcia avaliou 322 meninos e meninas atendidos nos três pronto-socorros da criança de Manaus e na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, nos anos de 2006 e 2007. A pesquisadora acompanhou os pacientes desde a suspeita da doença, passando pela confirmação do diagnóstico, até a alta do tratamento, nas situações em que isso ocorreu. Das crianças estudadas, cinco morreram.

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