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Brasil

Aulas no Complexo do Alemão devem ser retomadas na próxima semana

Arquivo Geral

11/06/2007 0h00

O presidente do Governo espanhol, more about pilule José Luis Rodríguez Zapatero, medications order e o líder da oposição conservadora Mariano Rajoy, buy deram hoje um primeiro passo para tentar recompor a unidade política do país, frente à ameaça da organização terrorista basca ETA, após meses de desentendimentos.

Quase uma semana após o anúncio da ruptura do cessar-fogo por parte da ETA, Rajoy, presidente do partido Popular (PP), e Zapatero se reuniram durante uma hora e meia, no Palácio de La Moncloa (sede do Governo espanhol).

Após a reunião, o líder popular disse ter oferecido ao chefe do Executivo todo seu apoio “para derrotar o terrorismo”. Rajoy afirmou que a prioridade é derrotar a ETA, e disse que tudo deve ser feito neste sentido, desde que respeitando a lei. No entanto, o líder conservador insistiu que o apoio de seu partido é “para a derrota da ETA, e não para uma possível negociação”.

“A ETA deve perder qualquer esperança de atingir seus objetivos políticos”, disse Rajoy, afirmando, ainda, que a organização terrorista basca “se equivoca” ao pensar que a Espanha vai hesitar.

A vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de La Vega, disse que Zapatero e Rajoy deram hoje “um primeiro passo importante para recuperar a confiança”. Para ela, agora é o momento de “somar, somar e somar”, para que a ETA compreenda que o objetivo é a sua derrota. “Foi, é e será o objetivo prioritário (do Governo espanhol) derrotar a ETA. Neste momento, não há nenhum cenário que não seja o de combater e derrotar a organização terrorista”, disse María Teresa.

Assim como o Governo, que definiu a reunião como “muito positiva”, Rajoy elogiou as conversas, que definiu como “muito úteis”. O dirigente opositor disse que não apresentou condições, mas “algumas sugestões”, a respeito do papel do partido independentista Ação Nacionalista Basca (ANV). Alguns acreditam que o ANV se relacione com o Batasuna, braço político da ETA.

Por sua vez, o Executivo afirmou que o objetivo do encontro de hoje não era conseguir “adesões inquebrantáveis”.

Para tentar se aproximar dos demais grupos políticos espanhóis, o ministro do Interior Alfredo Pérez Rubalcaba irá se reunir com seus porta-vozes parlamentares.

O objetivo do encontro será de “informar” sobre a luta antiterrorista, e compartilhar a “unidade imprescindível” que permitirá vencer a ETA, segundo a vice-presidente.

O chefe do Executivo garantiu a Rajoy que vai reforçar as ações policiais e judiciais, além da cooperação internacional na luta contra o grupo terrorista basco.

No dia 5, a ETA, deu por concluído o “cessar-fogo permanente” declarado por ela própria, em março de 2006.

Entretanto, na prática, o grupo já havia quebrado a trégua no dia 30 de dezembro, com o atentado no estacionamento do Terminal Quatro do aeroporto de Barajas, em Madri, que causou a morte de dois imigrantes equatorianos.

O período de cessar-fogo havia alimentado esperanças de diálogo, depois que Zapatero apresentou, há um ano, seu plano para buscar uma saída negociada para a ameaça terrorista, no marco do chamado “processo de paz”. Desde o início, a iniciativa contou com a oposição do PP, ferrenho opositor das negociações com a ETA.

As forças de segurança espanholas calculam que o grupo tem, na França, pelo menos 70 membros escondidos, e que estes dispõem de explosivos suficientes para realizar atentados, segundo especialistas na luta antiterrorista.

A edição de hoje do jornal espanhol “ABC” diz que a organização terrorista planeja um seqüestro, como desafio ao presidente do Governo. O veículo afirma, ainda, que as forças de segurança espanholas detectaram, na província basca de Guipúzcoa, movimentos para uma operação desse tipo.

Desde meados dos anos 60, quando começou suas atividades terroristas, a ETA matou mais de 800 pessoas, buscando a independência do País Basco.

Depois de um mês e meio paradas, more about as aulas das escolas e creches municipais da favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, zona Norte do Rio de Janeiro, devem ser retomadas na próxima segunda-feira.

A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia, depois de uma reunião com o comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Ângelo, e com professores e diretores dessas escolas, ocorrida na manhã de hoje (11), na favela.

Quase cinco mil alunos de escolas e creches municipais da região estão sem aulas há mais de um mês por causa dos constantes confrontos entre policiais e traficantes, desencadeados pela ocupação do Complexo do Alemão pela Polícia Militar, iniciada no dia 2 de maio.

No encontro com o comandante e com o secretário de Assitência Social, os diretores e professores das escolas apresentaram um cronograma de retorno às aulas. Além disso, foi criado um Comitê de Soluções, que se reúne novamente às 18 horas de hoje, com o Comando da PM.

“As aulas não estão paradas por causa da polícia, elas estão paradas por causa do crime. Vamos pedir aos pais que retomem a tranqüilidade e voltem com seus filhos para a escola. O espaço da educação é um espaço seguro”, disse o secretário.

Segundo ele, inicialmente, as aulas serão concentradas na escola Ciep Gregório Bezerra. A idéia é que, gradualmente, as outras cinco escolas e três creches retomem as atividades.

Apesar do cronograma de retorno das atividades, o comandante da PM, coronel Ubiratan Ângelo, disse que não há, por enquanto, possibilidade de volta às aulas, porque traficantes ainda estão entrando em confronto com policiais.

Ao chegar e ao sair do encontro com os professores, o carro de Ubiratan Ângelo foi alvejado por tiros. Enquanto acontecia a reunião, também houve troca de tiros com policiais no Complexo do Alemão. O confronto deixou um policial militar ferido. Desde o início da ocupação da polícia, 17 pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas.


 



 

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