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Brasil

Atividades complementares elevam qualidade do ensino em município goiano

Arquivo Geral

30/03/2008 0h00

Os 13 mil alunos que estudam na rede pública de ensino do município goiano de Formosa, rx no Entorno do Distrito Federal, sales estão orgulhosos.

A cidade foi um dos 37 municípios modelo apontados pela pesquisa Redes de Aprendizagem – Boas Práticas que Garantem o Direito de Aprender, store do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgada na semana passada.

A secretária de Educação de Formosa, Argentina Martins da Silva, comemora os resultados, mas diz que não existe fórmula para o sucesso. “É tudo muito simples, não tem nada de extraordinário. O diferencial está no comprometimento de todo mundo e na vontade de dar certo.”

A pesquisa apontou 10 pontos em comum entre as ações desenvolvidas nos 37 municípios que tiveram bom resultado. Um dos pontos determinantes são as atividades complementares, presentes em todas a rede pública de Formosa, entre as quais destacam-se aulas de flauta, de xadrez e de inglês; reforço escolar; informática; dança; teatro; natação; rodas de leitura e poesia.

A simplicidade descrita por Argentina reflete-se na pequena piscina de três metros de comprimento, que acabou virando a atração principal da Escola Municipal Professor Domingos de Jesus Monteiro Guimarães. “Eles [alunos] ficam mais espertos, concentrados, e a disciplina melhorou muito”, afirma a diretora Jane Machado.

As atividades na piscina são realizadas três vezes por semana, em turno diferente do das aulas, em 11 das 44 escolas que compõem a rede pública de ensino de Formosa. “Está mais legal vir para escola”, diz Eliene Divina dos Santos, de 12 anos, aluna da 7ª série.

Para a oficial de Projetos de Educação do Unicef, Maria de Salete Silva, essa relação de afetividade entre aluno e escola é determinante para uma formação de qualidade. “A escola dos nossos sonhos é aquela em que o menino não quer sair, e não aquela que ele comemora quando a professora falta. É isso que a gente quer: um lugar em que a criança se sinta e bem seja um lugar de desenvolvimento.”

Também relacionada na pesquisa do Unicef, a Escola Municipal Madalena Mendes Nessralla, localizada em uma área carente do município, desenvolve o projeto de coordenadores mirins. A equipe do colégio identifica alunos em situação de risco – que sofrem violência familiar ou estão expostos às drogas – e os traz de volta para a escola em período diferente do das aulas.“Eles auxiliam o professor na sala de aula, ou viram ajudantes na secretaria. Eles se sentem parte da escola”, ressalta a diretora Hélia Maria Campos.

Se não houver recursos para o desenvolvimento dos projetos, os diretores e a própria Secretaria de Educação vão em busca de parcerias no setor privado. Escolas de informática, e até academias de ginástica da cidade, já fazem parte da rede solidária. “Nenhum projeto deixa de se realizar por falta de condição. Se não dá para fazer com muitos alunos, fazemos com menos”, afirma Hélia.

De acordo com Maria Salete, o objetivo da pesquisa é incentivar outras histórias de sucesso a partir da experiência dos 37 municípios: “Não é uma receita, mas uma inspiração: é possível ter uma escola pública de qualidade neste país”.

O levantamento foi elaborado pelo Unicef em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, Ministério da Educação e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.


 

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