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Brasil

Assembleia do Rio concede Prêmio Marielle Franco a Tambores de Olokun

O coletivo é reconhecido por preservar tradições afro-brasileiras por meio de cortejos, oficinas e celebrações culturais.

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 17h17

Foto: Tambores de Olokun/Divulgação

Foto: Tambores de Olokun/Divulgação

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, nesta quinta-feira (5), a concessão do Prêmio Marielle Franco ao coletivo Tambores de Olokun. A iniciativa é da deputada estadual Dani Monteiro e homenageia a trajetória do grupo na preservação das tradições afro-brasileiras e na promoção da cultura popular.

Fundado em 2012, o Tambores de Olokun reúne cerca de 300 batuqueiros e dançarinos inspirados no universo do Candomblé e nos maracatus de baque virado. O grupo realiza cortejos, oficinas e encontros, conectando o Rio de Janeiro às raízes do maracatu e às expressões de matriz africana. Ele se consolidou como espaço de formação, memória e pertencimento, levando música, dança e espiritualidade para o espaço público.

Entre as celebrações, destaca-se o cortejo anual em homenagem a Iemanjá e Olokun, com apresentações em locais históricos como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no centro do Rio. Essas ações fortalecem o sentimento comunitário e reafirmam a cultura como instrumento de resistência e transformação social.

Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia, destacou o papel estratégico da cultura popular na vida da cidade. “Cultura é diversão e potência, gera trabalho e renda, movimenta a economia criativa e constrói a memória que fica nas ruas e nas pessoas. Valorizar o Tambores de Olokun é impulsionar e reconhecer a força do nosso povo”, afirmou a deputada.

Ela enfatizou que investir em cultura fomenta proteção social e futuro, pois a arte nas ruas afasta violências, fortalece vínculos comunitários e abre caminhos para a juventude. “O Olokun mostra que o tambor também é ferramenta de formação, acolhimento e transformação. É esse tipo de iniciativa que constrói comunidades mais fortes, orgulhosas da própria história e donas do seu território. A cultura muda destinos. É uma honra poder reconhecer e dar o Prêmio Marielle Franco a esse grupo”, disse.

O prêmio foi criado em dezembro de 2021, por projeto de lei aprovado pela Assembleia, de autoria original da deputada Zeidan e do ex-deputado Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur.

Com informações da Agência Brasil

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