A operação para a retirada dos arrozeiros e agricultores não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, information pills em Roraima, this site poderá ser realizada com o uso de força pela Polícia Federal (PF) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Entretanto, troche segundo informou hoje (2) o administrador executivo da Funai em Roraima, Gonçalo Teixeira, as autoridades federais na região ainda aguardam ordens de Brasília. “A retirada está planejada, pode acontecer a qualquer momento, e nós vamos ter que acalmar os ânimos dos indígenas. a parte operacional da Funai está pronta para deflagrar a ação, mas uma decisão nesse sentido virá de Brasília.”
De acordo com o administrador, a divisão entre grupos étnicos que vivem na Raposa Serra do Sol é “histórica” e foi utilizada pelos arrozeiros para ganhar a simpatia de parte da população indígena. “Eles [arrozeiros] chamaram gente para ficar do lado deles por meio do dinheiro. Prometem coisas como carros e plantio nas comunidades”, conta.
Ao defender a necessidade da saída dos arrozeiros da terra indígena, Teixeira rechaça críticas de políticos que dizem haver em Roraima terra indígena em excesso para a quantidade de índios. “Temos em Roraima 50 mil índios aldeados. Como o índice de natalidade entre eles é altíssimo, daqui a dez anos as terras podem ser pequenas.”
Segundo a Funai, existem atualmente cerca de 10 milhões de hectares de terras indígenas demarcadas em Roraima, que correspondem a 46,24% do total do estado.
Na área de 1,7 milhão de hectares da Raposa Serra do Sol vivem 18 mil índios. A divisão se reflete na existência de 16 associações representativas das comunidades. As duas principais são o Conselho Indígena da Roraima, favorável à homologação da área, e a Sociedade dos Índios em Defesa de Roraima (Sodiur), aliada aos arrozeiros.