Com dois cortes ainda por fazer antes de definir a seleção que representará os Estados Unidos no Torneio Pré-olímpico
Para tentar minimizar o problema, Krzyzewski tem mantido treinamentos específicos para arremessos de longa distância e lances livres ao fim de cada dia de treino. Sem conquistar um título de ponta desde os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, os Estados Unidos reconhecem a necessidade de se precaver para o Pré-olímpico.
Uma das providências do treinador foi convocar Michael Redd e Mike Miller para reforçar o grupo. O primeiro teve aproveitamento de 39% nos arremessos de 3 pontos na última temporada (média de 26,7 pontos), enquanto Miller ficou em terceiro lugar no ranking do fundamento.
“Os dois Mikes podem fazer isso. O que decididamente nos dá uma arma a mais”, destaca o armador Jason Kidd. Além deles, Krzyzewski também vai contar com o poder de fogo de Kobe Bryant e Carmelo Anthony para tentar repetir o título do Pré-olímpico de 2003 e garantir presença nos Jogos de Pequim.
Para Redd, o fato de a linha dos três metros ficar mais distante da cesta na NBA que pela regra da Federação Internacional de Basquete (FIBA), que será utilizada no Pré-olímpico, facilita as coisas, mas também não garante nada. “Ainda não disputamos nenhum jogo. Precisamos chegar lá e fazer alguns arremessos nos jogos. Isso acrescenta ao time e abre espaço para nossos infiltradores como LeBron (James) e Jason, Chauncey (Billups), Kobe e Melo (Carmelo). Mais do que fazer cestas, acho que isso vai obrigar os outros times a dar espaço”.
LeBron concorda que ainda não é possível fazer previsões. “Vou ser um dos caras que sabe que, se você faz muitos arremessos chega a hora de ir para a cesta e cavar uma falta. Mas mesmo se conseguirmos isto, temos que nos manter agressivos”.
A estréia dos Estados Unidos no Pré-olímpico será nesta quarta-feira, enfrentando a seleção da Venezuela, à meia-noite. A seleção brasileira estréia no mesmo dia, às 21h30, contra o Canadá. Os dois finalistas do torneio têm presença assegurada