“Vamos para ser campeões”, resume o armador Manteiguinha, para comentar a expectativa da seleção brasileira masculina de basquete no Campeonato Sul-americano, que disputa a partir da próxima quarta-feira (12/7), em Caracas, na Venezuela. O grupo viaja neste sábado (8/7) para seu primeiro compromisso internacional na temporada.
Ao lado de Marcelinho Huertas e Nezinho, ele será responsável pela armação do time na Venezuela. Para Huertas e Manteiguinha esta é também a primeira oportunidade de defender a seleção adulta na competição. Para essas competições, o técnico Lula Ferreira aposta no talento individual de seus atletas e na força do conjunto para manter o Brasil na elite do basquete mundial. “O Sul-americano é o início do trabalho que nos levará até a vaga olímpica. Antes temos o Campeonato Mundial do Japão e o Torneio Pré-Olímpico, em 2007. É fundamental levar a sério e seguir confiando na nossa capacidade”, explica Manteiguinha.
Com duas temporadas de experiência no DKV Joventut, da Espanha, Huertas confia no talento do grupo, que aposta em uma base jovem, mas rodada. “Contamos com uma equipe forte, vários jogadores com bagagem internacional e que já disputaram Sul-Americano e outros torneios internacionais”, destaca o jogador 23 anos. “Mas nós estamos visando o Campeonato Mundial e dando início ao ciclo olímpico. Precisamos desses confrontos e estamos preparados para eles”.
Do trio, Nezinho é o único que estava na seleção na conquista do vice-campeonato de 2003, em Campos (RJ). “Será um bom teste para o nosso time. Além disso, o título sul-americano é importante para fortalecer a seleção”, lembra.
No Sul-americano, o Brasil está no grupo A e vai estrear enfrentando o Chile no dia 13. Mas é no dia seguinte que o grupo acredita enfrentar seu oponente mais difícil da primeira fase. “É um grupo forte e são os mesmos jogadores da Copa América de 2005. Eles estarão motivados, mas nós também vamos com o objetivo de ganhar”, analisa Nezinho.
Manteiguinha também conhece parte do grupo adversário e tem opinião semelhante. “Nosso principal adversário na primeira fase será a Venezuela, que joga em casa. Enfrentei eles na Liga Sul-Americana e conheço alguns atletas da seleção, que hoje estão mais velhos e experientes. Estamos bem preparados e temos condições de jogar de igual para igual e de vencê-los”.
O grupo B do Sul-americano reúne Uruguai, Colômbia, Argentina e Paraguai.