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Brasil

Aposentadorias e pensões chegam a 13,8% da população enquanto Brasil envelhece

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 10h38

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Leonardo Vieceli
Folhapress


A parcela da população brasileira que recebe renda de aposentadorias ou pensões por morte chegou a 13,8% em 2025, o equivalente a 29,3 milhões de pessoas, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O órgão afirmou que a proporção cresceu de forma gradual ao longo da série histórica, alcançando o maior patamar já registrado no ano passado.

Em 2012, no início do levantamento, a parcela da população com rendimento de aposentadorias ou pensões era de 11,7%. O percentual estava em 13,5% em 2024.

Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE, o avanço das aposentadorias e pensões reflete sobretudo o envelhecimento da população.

O maior percentual foi observado no Rio Grande do Sul (20,3%), estado mais envelhecido, enquanto Roraima mostrou o menor (5,9%).

Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Rendimento de todas as fontes. O levantamento considera aposentadorias do INSS e de outros institutos de previdência.

Em média, o rendimento de aposentadorias e pensões foi calculado pelo IBGE em R$ 2.697 por mês em 2025.

O valor ficou 2,1% acima do observado em 2024 (R$ 2.641), mas não renovou o recorde da série, verificado em 2019 (R$ 2.729). Os dados foram publicados pelo instituto em termos reais –ajustados pela inflação.

Na Pnad, as aposentadorias e pensões são analisadas dentro do que o IBGE chama de outras fontes. São aquelas que estão fora do mercado de trabalho.

Em 2025, 47,8% da população brasileira contava com rendimentos do trabalho, o maior patamar da série histórica. Em seguida, vinham as parcelas com renda de aposentadorias e pensões (13,8%) e de programas sociais do governo (9,1%).

A camada de habitantes atendida pelos programas ficou praticamente estável em relação a 2024 (9,2%). Esse grupo, porém, segue acima do registrado em 2012, no início da série, e 2019, no pré-pandemia.

Nos dois anos, a proporção de brasileiros que recebiam os benefícios sociais era de 6,3%, 2,8 pontos percentuais a menos do que em 2025.

O IBGE contabiliza tanto programas do governo federal, como o Bolsa Família e o BPC, quanto iniciativas de estados e municípios. Em termos absolutos, 19,4 milhões de pessoas receberam dinheiro de benefícios sociais em 2025, ante 19,5 milhões em 2024.

A maior proporção de habitantes com renda do tipo ocorreu em 2020: 13%. À época, o país atravessava o primeiro ano da pandemia, que forçou o pagamento do auxílio emergencial pelo governo Jair Bolsonaro (PL).

O rendimento médio obtido em programas sociais foi estimado em R$ 870 por mês em 2025.

O valor é similar ao valor observado em 2024 (R$ 875), quando houve o recorde da série. Na comparação com 2019 (R$ 508), a média subiu 71,3%.

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