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Após recomendação do Ministério da Saúde, capitais iniciam vacinação de grávidas com comorbidades

Apesar de ambos os imunizantes adotados no Brasil, Coronavac e AstraZeneca, não terem sido testados em gestantes, a recomendação de vacinação desse grupo partiu do próprio Ministério da Saúde

Katna Baran
Curitiba-PR

As prefeituras do Rio de Janeiro e de Campo Grande incluíram as grávidas com comorbidades no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.


Apesar de ambos os imunizantes adotados no Brasil, Coronavac e AstraZeneca, não terem sido testados em gestantes, a recomendação de vacinação desse grupo partiu do próprio Ministério da Saúde, em portaria publicada na semana passada.


Na capital sul-mato-grossense, a imunização de mulheres a partir da 12ª semana de gestação será restrita inicialmente às que apresentarem comorbidades. As doses serão aplicadas nesta quarta-feira (21) em quatro pontos da cidade.


No ato da vacinação, é obrigatória a apresentação da carteirinha do pré-natal e do laudo médico autorizativo e que comprove uma das condições ou comorbidades elencadas: diabetes, hipertensão arterial crônica, obesidade, doença cardiovascular, asma brônquica, imunossuprimidas, transplantadas, doenças renais crônicas e doenças autoimunes.

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Conforme a Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Mato Grosso do Sul, somente nos três primeiros meses de 2021, foram registrados 16 óbitos maternos, sendo seis por Covid-19. O número é o equivalente ao registrado durante todo o ano de 2020. Já no Rio de Janeiro, as grávidas com comorbidades de qualquer idade podem se vacinar contra a Covid-19 já a partir desta terça-feira (20), segundo decisão da Secretaria Municipal de Saúde. Elas também devem apresentar um laudo com a indicação médica para a imunização.


Nota técnica publicada em março pelo Ministério da Saúde aponta que, até o momento, não há contraindicação para a imunização desse grupo de mulheres.


Assim, recomenda a priorização da vacinação em gestantes que tenham comorbidades e indica que a vacina pode ser oferecida às grávidas sem doenças pré-existentes após avaliação dos riscos e benefícios.

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A nota indica ainda que puérperas e lactantes devem receber o imunizante respeitando a ordem dos grupos prioritários elencados no plano nacional.


Procurado, o Instituto Butantan, que produz a Coronavac, afirmou que o público-alvo da campanha fica a cargo dos gestores.


A bula da vacina diz que “estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas ou lactantes” e que o medicamento não deve ser utilizado sem orientação médica.

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Já a Fiocruz, da Oxford/AstraZeneca, afirmou via assessoria que as informações deveriam ser consultadas no PNI (Plano Nacional de Imunização). A bula indica que as doses só devem ser ministradas em grávidas ou lactantes sob orientação médica.


Conforme reportagem do jornal Folha de S.Paulo do início de março, o conhecimento sobre a segurança e imunogenicidade de vacinas em grávidas, em geral, é bem estabelecido. No país, elas fazem parte do grupo prioritário para a campanha de vacinação contra a gripe todo ano, além de terem vacinas recomendadas especificamente para o período da gravidez, como é o caso da vacina contra coqueluche, que protege a mãe e especialmente o feto contra a doença.


Por ora, a OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a vacinação em gestantes, lactantes e puérperas, mas também não faz a contraindicação. Para o órgão, cada caso deve ser avaliado entre o profissional de saúde e a paciente.


Na semana passada, o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, afirmou que as variantes do coronavírus no Brasil têm se mostrado mais agressivas em grávidas e que a pasta recomenda postergar a gravidez nesse período crítico da pandemia.

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Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo mostra um salto nas mortes maternas por Covid neste ano, mas aponta como principal fator a falta de assistência adequada, como acesso a UTI e ao procedimento de intubação. Desde o início da pandemia, uma em cada cinco gestantes e puérperas (22,6%) mortas por Covid não teve acesso à UTI e 1 em cada 3 não foi intubada.

As informações são da Folhapress

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