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Brasil

Após defeitos em carro, descarte de pontos pode voltar

Arquivo Geral

14/04/2009 0h00

Após nove anos, a Stock Car estreou um novo carro nesta temporada. Na corrida de abertura, o modelo apresentou alguns problemas, principalmente a falta de fixação dos capôs. Em Interlagos, vários pilotos perderam a peça e foram prejudicados. Em função disso, a categoria pode reintroduzir o descarte de pontos.


O tema está na pauta do encontro entre a comissão de pilotos e a direção da Vicar, empresa organizadora do campeonato, nesta quarta. Caso a medida seja aprovada, ela ainda precisa ser homologada pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) antes de entrar em vigor, provavelmente a partir da próxima etapa, em Brasília.


Na era dos motores V8, inaugurada em 2001, o formato com a eliminação dos dois piores resultados de 12 etapas vigorou em 2004 e 2005. Na temporada de 2006, por sugestão da TV Globo, o sistema foi substituído pelos playoffs das últimas quatro corridas.


Embora ainda não haja um consenso entre os pilotos, agora seria adotado um modelo híbrido – o descarte de uma prova na fase seletiva de oito etapas e a permanência do caráter decisivo das quatro finais. O assunto foi discutido pelos pilotos na semana passada, em Curitiba.


“Foi uma sugestão do Thiago Camilo que o Luciano Burti levantou na nossa reunião habitual de todas as corridas. Ela foi ventilada em função dos problemas com o novo carro que afetaram diversos pilotos na abertura do calendário em Interlagos”, explicou Felipe Maluhy.


Ele integra a comissão ao lado de Camilo, Burti, Nonô Figueiredo, Allam Khodair, Juliano Moro e Popó Bueno. “Até onde sei, ninguém se manifestou abertamente contra a ideia. De qualquer forma, ela ainda precisará ser analisada pelos parceiros dos organizadores”, acrescentou.


Xandinho Negrão, da Medley, marcou seis pontos em São Paulo e oito em Curitiba, mas não ficou insatisfeito com a proposta. “Não sou totalmente contra a modificação, até mesmo porque o regulamento já foi alterado diversas vezes. O importante é que o motivo que gerou essa possibilidade aparentemente não existe mais, uma vez que a maior parte dos defeitos já foi sanada”, afirmou.


O paranaense William Starostik, companheiro de Xandinho na Medley, vive uma situação oposta e continua ainda em busca dos primeiros pontos. Mesmo assim, ele se diz “em cima do muro” quanto à possibilidade de alterar o regulamento antes da terceira etapa.


“Em princípio, acho que o regulamento tem de ser respeitado. Só o argumento de que os carros deram problema em São Paulo não basta. Assim como alguns foram atrapalhados, poderia ter ocorrido o contrário. Mas também penso que não será fácil para ninguém pontuar em todas as provas”, afirmou.

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