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Brasil

Apesar do título, Zé Roberto já mira Mundial

Arquivo Geral

10/09/2006 0h00

Poucos minutos depois do hexacampeonato no Grand Prix, o técnico da seleção brasileira feminina, José Roberto Guimarães, esqueceu a festa pelo título por uns instantes e tratou de fazer análises do que a equipe pode esperar para o objetivo principal do calendário deste ano: o Mundial do Japão, entre outubro e novembro.

Para o treinador, mesmo com a superioridade mostrada neste torneio, é preciso abrir os olhos para as rivais. Para ele, a Rússia deve ir ainda mais forte, assim como Cuba e Itália, equipes que terminaram em terceiro e quarto, respectivamente.

“O torneio mostrou times em evolução, mas outros com alguns problemas. A Rússia teve dificuldades no passe, mas elas voltam agora, vão treinar forte e com certeza chegarão ainda mais fortes. É um time alto, que pode complicar muito ainda. A Itália começou bem, teve momentos ruins, mas terminou com o terceiro. Elas têm problemas quando o bloqueio fica alto, mas são fortes rivais”, destacou.

Em relação ao Brasil, Zé Roberto não poupou elogios, mas também apontou setores que ainda precisam ser trabalhados. “Temos que evoluir ainda. Mas já apresentamos uma pegada melhor, mais força, principalmente nos ataques. Mas temos que corrigir postura do bloqueio e relação com a defesa. Também não podemos errar tantos contra-ataques para dar um salto de qualidade”.

E foi justamente o erro nos contra-ataque o motivo apontado pelo treinado para a derrota no terceiro set. “A gente estava defendendo bem, mas erramos demais em seguida. Falta amadurecer mais e não só tentar explorar o bloqueio delas”, disse Zé Roberto, que fez elogios a Sheila, Jaqueline e Walewska.

“As duas (Sheila e Jaqueline) estavam bem, mas estava dependendo delas, porque a Mari não podia entrar. Felizmente a Walewska foi brilhante no bloqueio no quaerto set e a gente abriu vantagem. Pelo lado delas, a Gamova foi bem e é sempre difícil de marcar. Sorte que a Sokolova não estava no melhor dia”.

Com a vitória sobre a Rússia por 3 sets a 1, o Brasil concluiu o Grand Prix com 13 vitórias em 13 jogos e apenas seis sets cedidos. Desde a derrota na semifinal das Olimpíadas de Atenas-2004, justamente para as russas, a equipe de Zé Roberto não perde um torneio que disputa.

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