Ao contrário da seleção feminina, em que as atletas estreantes no Mundial de Vôlei não chegam a ter 30 anos, o time masculino do Brasil terá com um levantador de 32 disputando a competição pela primeira vez: o levantador Marcelinho, reserva do capitão Ricardinho no time principal.
Em 1998, Marcelinho estava no grupo que treinava para o Mundial, sob o comando do técnico Radamés Lattari, mas sofreu uma contusão no joelho. O Brasil então foi representado pelos levantadores Maurício e Ricardinho. Quatro anos depois, já sob o comando de Bernardinho, ele acabou ficando de fora por critério técnico. “Acompanhei o Mundial de 2002 e a vitória do Brasil foi espetacular. Em 98, também fez uma boa campanha, ficou em quarto lugar”, lembra.
“Quando você está na seleção há muito tempo, nunca pensa que não disputará a competição. O que eu sempre pensei é que quando tivesse a chance faria o meu melhor. Em 1998 e 2002, eu estava no grupo, mas não fui à competição. Ano que vem completo dez anos de seleção. Já disputei Olimpíadas e todos os campeonatos. Só falta mesmo o Mundial”, confirma o atleta.
Para o jogador, o segredo é encarar o Mundial como um campeonato a mais, apesar de reconhecer sua importância. “Já sou bastante experiente, não tenho aquela coisa de um jovem que está começando. Encaro o Mundial como outro campeonato normal. A diferença é que é um título que não tenho”, afirma.
A sensação de ser campeão mundial, no entanto, não é nova para Marcelinho. Em 1993, ele conquistou este título, só que pela seleção juvenil, na Argentina. “O Mundial adulto nem se compara ao Juvenil. Aquele campeonato foi importantíssimo porque era o início da carreira, foi onde despontei para o vôlei. Mas o Mundial adulto é o titulo mais importante depois dos Jogos Olímpicos. É a realização de uma carreira inteira”, acredita.